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Clínica de Castro Psicóloga Clínica | Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses n.º 26538

À primeira vista, é apenas mais uma sala de aula.Crianças a aprender, a brincar, a conversar, a fazer trabalhos, a esper...
23/10/2026

À primeira vista, é apenas mais uma sala de aula.

Crianças a aprender, a brincar, a conversar, a fazer trabalhos, a esperar pelo intervalo… Mas cada uma delas pode estar a chegar à escola com uma história que não aparece nos cadernos.

Uma pode ter assistido a violência em casa. Outra pode não saber quando será a próxima refeição que terá. Outra pode estar a lidar com a separação dos pais. Outra pode sentir-se sozinha todos os dias, mesmo estando rodeada de colegas. Outra pode estar a tentar esconder aquilo que acontece em casa para que ninguém perceba. E há crianças que entram na sala, sorriem, participam e parecem estar bem, mas isso não significa que estejam.

A escola pode ser um lugar seguro, estável e importante na vida de uma criança. Para algumas, pode até ser o único lugar onde encontram uma refeição, atenção de um adulto ou algumas horas de tranquilidade.

Por isso, nem sempre aquilo que parece falta de atenção, irritabilidade, isolamento, dificuldades de aprendizagem ou alterações de comportamento é apenas “mau comportamento”. Por vezes, há uma história por trás daquele comportamento que ainda não conhecemos. Isto não significa que seja possível saber o que cada criança está a viver apenas pela forma como se comporta. E também não significa que todos os comportamentos difíceis tenham uma causa escondida. Significa apenas que vale a pena olhar para além do comportamento.

Há batalhas que não conseguimos ver, mas podemos criar adultos que saibam estar atentos a elas. E talvez esse seja um dos maiores papéis da escola: não apenas ensinar crianças, mas ser também um lugar onde elas possam sentir-se vistas, protegidas e acompanhadas. E, por isso, obrigada a todos os professores, auxiliares e demais educadores por, diariamente, desempenharem esse papel.

Se conhece um/a professor/a, auxiliar ou educador/a que todos os dias olha para além do comportamento e cuida, também, daquilo que não se vê, envie-lhe este post, identifique-o/a ou partilhe-o como forma de agradecimento. Porque, por vezes, um adulto atento pode fazer uma diferença que uma criança nunca esquecerá.

19/10/2026

Todos os anos, há jovens que entram na universidade e sentem que deviam estar a viver “os melhores anos das suas vidas”, enquanto tentam perceber onde é que se encaixam no meio de tanta coisa nova. E há pais que ficam em casa a tentar perceber se aquele “está tudo bem”, ao telefone, significa mesmo que está tudo bem.

Aos pais: nem todo o sofrimento significa que o filho fez a escolha errada ou que deve voltar para casa. Mas também nem tudo deve ser desvalorizado com um “isso passa” ou “toda a gente passa pelo mesmo”. Entre alarmar e minimizar, há uma coisa muito mais importante: estar disponível para ouvir.

E a quem começou agora esta fase e se reconheceu no que disse no vídeo: não é obrigatório estar a adorar cada segundo de uma vida que se desejou muito.
Há lugares onde entramos num dia e, só algum tempo depois, começamos verdadeiramente a sentir que pertencemos ali.

E, quando esse caminho está a ser demasiado difícil para ser feito sozinho, pedir ajuda também pode fazer parte da adaptação. 🤍
📍 A Clínica de Castro disponibiliza acompanhamento psicológico presencial, em Oliveira de Azeméis, e online.


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Nem todas as pessoas que nos procuram vão encontrar aqui aquilo que precisam. E está tudo bem. Fazer um bom acompanhamen...
18/10/2026

Nem todas as pessoas que nos procuram vão encontrar aqui aquilo que precisam. E está tudo bem. Fazer um bom acompanhamento também implica perceber quando somos, ou não, o espaço certo para aquela pessoa.

Na Clínica de Castro, não acreditamos que exista uma abordagem igual para todas as pessoas.
Antes de pensar “O que podemos fazer?”, é preciso perceber “O quê que esta pessoa precisa?”. E,quando entendemos que outra resposta ou outro profissional pode ser mais adequado, também faz parte da nossa responsabilidade dizê-lo.
Escolher um psicólogo não deve ser apenas escolher alguém que tenha disponibilidade na agenda. Deve ser encontrar um profissional e um espaço em que possa confiar. Se é esse tipo de acompanhamento que procura, estamos à distância de um contacto.


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10/10/2026

Somos psicólogas e aprendemos, todos os dias, que cuidar da saúde mental não é uma coisa reservada a quem “está mal”. É para todos. Também para nós.

Neste Dia Mundial da Saúde Mental, quisemos mostrar um bocadinho da Dra. Joana, da Dra. Ana e da Dra. Rita, além do consultório. 🤍


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Pronto, está dito!As pessoas de quem gostamos morrem. Temos desgostos amorosos. Somos desiludidos por quem menos esperáv...
06/10/2026

Pronto, está dito!

As pessoas de quem gostamos morrem. Temos desgostos amorosos. Somos desiludidos por quem menos esperávamos. Ficamos doentes. Não conseguimos o trabalho que queríamos, ou passamos anos a fazer um trabalho de que não gostamos.

A vida, por vezes, é mesmo uma porcaria. Há relações familiares que nos magoam, períodos em que nos sentimos profundamente sozinhos e alturas em que as dificuldades financeiras ocupam tanto espaço na cabeça que parece não sobrar espaço para mais nada. E, perante tudo isto, talvez não seja muito útil dizer às pessoas para “verem o lado positivo” ou para acreditarem que “tudo acontece por uma razão”. Há coisas que acontecem e doem. Há perdas que não precisam de ser transformadas numa lição bonita. Há fases da vida que são simplesmente difíceis. Isso não significa, no entanto, que nada possa mudar.

Ressignificar não é convencer-nos de que aquilo que aconteceu foi bom. É conseguir encontrar uma forma diferente de viver, depois do que aconteceu. É perceber o que ainda podemos escolher, aquilo que precisamos de aceitar, os limites que precisamos de estabelecer, as mudanças que podemos fazer e, quando necessário, reconhecer que não temos de atravessar tudo sozinhos. Porque talvez o objetivo não seja construir uma vida onde nada corre mal. Essa vida não existe.

Talvez seja construir uma vida onde, mesmo quando algumas coisas correm mal, continuam a existir pessoas que nos fazem bem, momentos que nos dão prazer, coisas que nos fazem sentido e espaço para voltar a respirar.

Não é romantizar a vida. É aprender a vivê-la de outra forma. Porque, sim, a vida pode ser uma porcaria. Mas talvez possamos torná-la numa porcaria um bocadinho mais agradável de viver.


ERS E175133, Ressignificar momentos difíceis, Lidar com fases difíceis, Aceitação emocional, Sofrimento psicológico, Apoio psicológico

02/10/2026

Na Tailândia, houve uma subida que me custou muito mais do que estava à espera.
Foram 500 metros, muito calor, muito cansaço e, várias vezes, pensei em desistir.

O mais inesperado foi o Vicente, com 7 anos, que acabou por me ensinar uma das maiores lições daquele dia.
Algumas vezes, a nossa mente diz-nos para parar muito antes de termos, realmente, chegado ao nosso limite.

No vídeo, conto-vos esta história e aquilo que ela me fez perceber sobre os pensamentos, o desconforto e a escolha de continuar. 🤍


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29/09/2026

Às vezes, achamos que falar de emoções com crianças é complicado... Mas, muitas vezes, são elas que nos surpreendem com respostas simples, diretas e muito mais sensatas do que esperávamos.

Neste vídeo, damos espaço a duas crianças para pensarem sobre situações do dia-a-dia, emoções e formas de ajudar alguém que está a sentir algo difícil.

E talvez este seja, também, um lembrete para os adultos: educar emocionalmente não é ter discursos perfeitos. É criar espaço para falar, escutar e ajudar a criança a dar nome ao que sente.

Quando uma criança aprende que todas as emoções podem ser faladas, também aprende que não precisa de as viver sozinha.

Este reel é um momento de humor e educação emocional. Foi gravado com os meus afilhados, com autorização dos pais, e não pretende representar uma consulta de psicologia nem banalizar a intervenção psicológica. É apenas uma forma leve de mostrar que falar sobre emoções pode começar desde cedo.


ERS E175133, Educação emocional, Emoções nas crianças, Psicologia infantil, Saúde mental infantil, Parentalidade

Falar sobre PHDA é importante. Mas falar com rigor é ainda mais.Nos últimos anos, muitas pessoas começaram a reconhecer-...
25/09/2026

Falar sobre PHDA é importante. Mas falar com rigor é ainda mais.

Nos últimos anos, muitas pessoas começaram a reconhecer-se em conteúdos sobre atenção, desorganização, procrastinação ou impulsividade. E, para algumas, isso pode ser o início de uma procura importante por respostas. Mas identificar-se com uma descrição não é o mesmo que ter um diagnóstico.

A atenção pode ser afetada por muitos fatores: ansiedade, burnout, depressão, stress, privação de sono ou fases de maior sobrecarga emocional.

Por isso, quando falamos de saúde mental, é essencial olhar para a história da pessoa, para o impacto das dificuldades no dia a dia e para aquilo que pode estar por trás dos sintomas.

A PHDA existe e continua, muitas vezes, por diagnosticar. Mas isso não significa que todas as dificuldades de concentração sejam PHDA.
Um diagnóstico não deve servir para colocar uma etiqueta. Deve servir para compreender melhor, orientar o acompanhamento e encontrar estratégias adequadas.

📌 Partilhe este conteúdo com alguém que sente que precisa de ter acesso à informação.


ERS E175133, Phda no adulto, Diagnóstico psicológico, Saúde mental, Avaliação clínica, Neurodesenvolvimento

Falar de Perturbação de Personalidade Borderline ainda é, muitas vezes, falar de estigma.Durante muito tempo, estas pess...
22/09/2026

Falar de Perturbação de Personalidade Borderline ainda é, muitas vezes, falar de estigma.

Durante muito tempo, estas pessoas foram vistas a partir de rótulos injustos: “dramáticas”, “instáveis”, “manipuladoras”, “difíceis”. Mas, por trás destes rótulos, existe, dor emocional intensa, profunda e difícil de regular.

A Perturbação de Personalidade Borderline não se resume a impulsividade ou relações intensas. Remete a sofrimento, medo de abandono, instabilidade emocional, dificuldade em lidar com a dor interna e, muitas vezes, a uma história de incompreensão.

Quando olhamos apenas para o comportamento, é fácil julgar. Quando tentamos compreender o sofrimento por trás dele, a perspetiva muda. E talvez seja precisamente isso que ainda falta em muitas conversas sobre saúde mental: menos rótulos, menos banalização e mais humanidade. Porque ninguém deve ser reduzido à forma como sofre.


ERS E175133, Perturbação borderline, Saúde mental, Perturbação de personalidade borderline, Regulação emocional, Psicologia

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