14/10/2026
O penso não foi a primeira pergunta. E não deveria ser. 🩹
O que é que aconteceu ? 🧐
As respostas são o ponto de partida para uma reflexão que considero essencial na prática clínica.
🔎 Qual é a prioridade?
Antes de escolher qualquer material de penso, importa avaliar a pessoa, a perfusão, os sinais de infeção e a possível gravidade das lesões.
🔎 E a causa?
Estas lesões obrigam-nos a investigar a pressão, a deformidade, o calçado, a agitação noturna, movimentos repetidos, até a forma como o penso anterior foi realizado.
Tratar a ferida sem identificar e corrigir a sua causa pode comprometer a cicatrização e promover a recorrência.
🔎 E a osteomielite?
É uma hipótese que deve ser considerada perante determinadas características clínicas, nomeadamente lesões profundas ou localizadas sobre proeminências ósseas é verdade. Suspeitar não é diagnosticar, mas ignorar essa possibilidade pode atrasar intervenções importantes. Por isso dada a localização, consideramos mas não assumimos sem outros meios de diagnóstico.
✨ E o tratamento?
Não se resume à escolha do apósito.
Envolve avaliação, raciocínio clínico, controlo dos fatores causais, cuidados locais adequados, monitorização e, sempre que necessário, intervenção multidisciplinar.
As imagens do antes e depois mostram uma evolução. Mas o mais importante não é apenas aquilo que conseguimos observar nas fotografias.
É compreender as decisões que estiveram por detrás dessa evolução.
Bom trabalho 💪🏼