GAP - Gabinete de Apoio Psicológico

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08/09/2026

Dentro da Psicologia existem diferentes formas de trabalhar.
Quando procura um psicólogo, pode encontrar profissionais com abordagens diferentes.
A minha área é a Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC.
Na TCC trabalhamos muito a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, ajudando a pessoa a identif**ar padrões e a desenvolver estratégias para lidar de forma diferente com aquilo que está a viver.
Mas existem outras abordagens.
Por exemplo, a Gestalt, que dá especial importância à experiência da pessoa no presente, ao que sente e ao que acontece na relação terapêutica.
A abordagem Psicodinâmica, que explora a história de vida, as relações e os padrões emocionais que podem estar a influenciar a forma como a pessoa vive o presente.
E a abordagem Sistémica, que olha para a pessoa tendo também em conta os seus relacionamentos e contextos, como a família ou o casal.
São formas diferentes de fazer psicoterapia.
Por isso, quando procura um psicólogo, não procure apenas saber se “é bom”.
Procure perceber como trabalha e qual a abordagem que utiliza.
Porque o mais importante é encontrar um profissional e uma forma de trabalhar que façam sentido para aquilo que procura. GAP - Gabinete de Apoio Psicológico

31/08/2026

“A melhor mãe é a mãe feliz.”
Mas talvez não seja bem assim.
A melhor mãe não é a que está sempre feliz.
É a mãe que também se permite não estar bem.
Que descansa.
Que pede ajuda.
Que tem tempo para si.
Que tem uma vida para além dos filhos.
Que às vezes se irrita, se cansa, se sente perdida… e depois recomeça.
Porque uma mãe não precisa de se anular para ser uma boa mãe.
Os nossos filhos não precisam de uma mãe perfeita.
Precisam de uma mãe humana.
E cuidar de nós também é uma forma de cuidar deles.

29/08/2026

Dia 28 de agosto - Dia internacional do psicólogo.
Ser psicólogo não nos torna menos humanos.
Também temos dias difíceis.
Também nos cansamos.
Também f**amos tristes, irritados, frustrados ou sem respostas.
E sim… também conseguimos desligar.
Quando saímos do consultório, não levamos connosco todas as histórias que ouvimos.
Aprendemos a criar limites. A cuidar de nós. A separar o nosso trabalho da nossa vida.
Não porque não nos importamos.
Mas precisamente porque nos importamos o suficiente para não carregar tudo sozinhos.
Ser psicólogo não é estar emocionalmente disponível 24 horas por dia.
Não é ter sempre a resposta certa.
Não é nunca sofrer.
É ser humano, como todos os outros.
Com a responsabilidade de cuidar de outros, mas também com a responsabilidade de cuidar de nós.
Feliz Dia Internacional do Psicólogo. ❤️❤️
E a todos os meus colegas: que nunca nos esqueçamos de que, antes de sermos psicólogos, somos pessoas.

26/08/2026

E se tivéssemos percebido?
Há casos que nos deixam sem palavras.
Uma mãe matou os três filhos.
Um ato absolutamente trágico e impossível de desculpar.
Mas há uma pergunta que f**a:
E os sinais que existiam antes?
Uma pessoa que procura informação sobre psicose.
Uma pessoa que pede ajuda.
Uma pessoa que, de alguma forma, está a tentar dizer que alguma coisa não está bem.
E aqui não quero culpabilizar o pai.
Nem a mãe.
Nem os avós.
Nem os amigos.
Porque, muitas vezes, ninguém sabe reconhecer aquilo que nunca aprendeu a identif**ar.
Mas talvez seja isto que a saúde mental também nos pede:
Que estejamos atentos.
Que perguntemos: “Estás mesmo bem?”
Que não desvalorizemos mudanças bruscas de comportamento, isolamento, discursos muito diferentes do habitual, ideias estranhas ou uma pessoa que diz que já não consegue lidar com aquilo que está a sentir.
Porque nem sempre pedir ajuda vem na forma de: “Preciso de ajuda.”
Às vezes vem disfarçado de silêncio.
De medo.
De pesquisas na internet.
De comportamentos que mudaram.
Não podemos prever todos os acontecimentos.
Mas podemos aprender a estar mais atentos uns aos outros.
E talvez seja também aí que começa a prevenção.

22/08/2026

Nem parece que és psicóloga.
Lembro-me de ouvir esta frase do meu pai numa altura em que eu estava a descobrir-me enquanto mãe.
E, durante muito tempo, acho que fiquei com a ideia de que, por ser psicóloga, talvez não pudesse sentir determinadas coisas.
Como se soubesse demasiado para me sentir perdida. Como se devesse saber sempre o que fazer. Como se o cansaço, o medo, a ansiedade ou a solidão não me pudessem tocar.
Mas a maternidade não nos prepara para aquilo que acontece depois do nascimento.
Toda a gente pergunta pelo bebé. Se come. Se dorme. Se está bem. Se ganhou peso.
E a mãe?
Quem pergunta se ela está bem? Quem lhe dá colo? Quem lhe diz que é normal não se reconhecer? Que aquelas primeiras semanas podem ser duras, desafiantes e, tantas vezes, profundamente solitárias?
Estamos preocupadas com um ser pequenino que depende de nós para tudo… enquanto, ao mesmo tempo, estamos a descobrir uma versão de nós que ainda não conhecemos.
E talvez seja por isso que hoje, no meu gabinete, tenho um olhar tão diferente para as mães.
Porque não olho para elas apenas como psicóloga.
Olho também como mulher. Como mãe. Como alguém que sabe que, por vezes, a mãe também precisa de colo.
E se estás a viver essa fase agora, quero que saibas uma coisa:
Não precisas de estar sempre bem. Não precisas de saber tudo. E não precisas de deixar de ser tu para seres uma boa mãe.
Às vezes, a mãe também precisa que alguém cuide dela.

Talvez porque ser psicóloga nunca me tornou imune a ser humana.

19/08/2026

O paradoxo dos irmãos: passam o dia a discutir por tudo e por nada, mas se um desaparece durante 20 minutos… já estão os dois à procura um do outro.
Irmãos: amor em modo guerra
Eu vi uma influencer a dizer: ‘Eu nunca vou entender porque é que os meus filhos estão sempre a ralhar um com o outro!
E eu pensei: minha senhora… bem-vinda ao clube! 😂
Porque eu tenho duas filhas, uma de 4 e outra de 8, e é exatamente igual.
É "ela mexeu", "ela olhou", "ela está no meu lugar", "ela respirou perto de mim"…
E nós, pais, f**amos a pensar: mas vocês não se podem dar bem cinco minutos?
Só que depois acontece uma coisa maravilhosa…
Se uma sai de casa, a outra pergunta logo: "Quando é que ela volta?"
Se uma está triste, a outra aparece.
Se alguém de fora diz alguma coisa à irmã… aí já são melhores amigas desde o nascimento.
E é isto que eu acho tão curioso nos irmãos: podem passar o dia inteiro a chatear-se, mas existe ali um vínculo que não desaparece.
Talvez porque discutir também faça parte de aprender a negociar, a ceder, a lidar com a frustração… e, acima de tudo, a perceber que podemos amar muito alguém e, ainda assim, achar essa pessoa completamente irritante.
Irmãos: o amor mais bonito… com a maior quantidade de discussões por metro quadrado.
Quem vive esta maravilhosa dualidade?

16/08/2026

Porque é que achamos normal acordar cedo num domingo para ir ao cabeleireiro, mas achamos estranho ir ao psicólogo? Está foi a minha reação quando ouço:
Domingo, 9h. Tenho consulta no psicólogo.
😮 Mas… ao domingo?
Porque é que cuidar do cabelo ao domingo é normal, mas cuidar da nossa saúde mental parece estranho?
Talvez porque ainda associemos a psicologia a algo que fazemos quando já não conseguimos mais.
Mas a terapia também é cuidado. É prevenção. É espaço. É saúde.
E se para algumas pessoas o único horário possível é um domingo, porque é que isso há de ser menos legítimo?
Trabalhar ao domingo não tira dignidade à profissão. Assim como procurar ajuda ao domingo não torna a terapia menos necessária.
Cuidar de nós não devia depender do dia da semana.
Tallvez o estranho não seja haver psicólogos a trabalhar ao domingo. Talvez seja ainda acharmos estranho alguém querer cuidar da sua saúde mental nesse dia.❤️

28/07/2026

A ideia não é transmitir que "o mundo está perdido", mas refletir sobre o facto de vivermos num contexto que muitas vezes promove o stress, a comparação, a pressa, o isolamento e a dificuldade em cuidar da saúde mental.
Como não adoecer num mundo tão adoecido?
A verdade é que vivemos numa sociedade onde parece normal estar sempre cansado, sempre ocupado, responder a tudo imediatamente, comparar-nos constantemente com os outros e viver sob pressão.
Quando digo que o mundo está adoecido, não estou a falar de todas as pessoas. Estou a falar de uma cultura que, muitas vezes, normaliza a ansiedade, o excesso de exigência, a falta de tempo para estar em família, a solidão, a dificuldade em colocar limites e a ideia de que o nosso valor depende daquilo que produzimos.
E a grande questão é: como podemos proteger a nossa saúde mental no meio disto tudo?
Talvez não consigamos mudar o mundo. Mas podemos escolher desligar quando precisamos, cultivar relações que nos fazem bem, aprender a dizer "não" sem culpa, estar mais presentes com quem amamos e lembrar-nos de que descansar também é produtivo.
Cuidar da saúde mental não é fugir da realidade. É criar recursos para viver nela sem perdermos quem somos.
Porque, num mundo adoecido, proteger a nossa saúde mental é um ato de coragem.

24/07/2026

A polémica do Cláudio Ramos: afinal, o problema é falar sobre obesidade... ou a forma como o fazemos?
A obesidade é uma doença e está associada a riscos importantes para a saúde. Negar isso não ajuda ninguém.
Mas existe outra verdade que também não podemos ignorar: dizer a alguém "eu acho que tu não és feliz assim" ou assumir que uma pessoa não pode ser feliz por causa do seu peso é diferente de falar sobre saúde.
Enquanto psicóloga, aquilo que mais me preocupa é que confundimos frequentemente preocupação com julgamento.
A vergonha não motiva mudanças. A culpa não cria hábitos saudáveis. E o estigma associado ao peso aumenta o sofrimento psicológico, a ansiedade, a depressão e, muitas vezes, conduz a comportamentos alimentares ainda mais desajustados.
Podemos defender a saúde sem humilhar quem vive com obesidade.
Podemos incentivar a perda de peso sem retirar dignidade à pessoa.
E podemos lembrar que uma pessoa pode estar a lutar diariamente contra uma doença que nós não conhecemos.
O foco não deve ser normalizar a obesidade, mas também não deve ser normalizar o preconceito.
Porque quando a conversa deixa de ser sobre saúde e passa a ser sobre o valor da pessoa, já não estamos a ajudar. Estamos apenas a julgar.
E a mudança acontece muito mais através da empatia do que da crítica.

21/07/2026

É só um dos exemplos , porque tem existido tantos outros.
Um jovem dança. A internet julga.
Um rapaz decidiu dançar. Uns sorriram. Outros criticaram. Outros gozaram.
Mas o que mais me chamou a atenção não foi a dança. Foram os comentários.
Vivemos numa sociedade onde pedimos aos jovens para serem autênticos, mas quando o são... somos os primeiros a julgá-los.
Quantos talentos f**am escondidos por medo da opinião dos outros? Quantos sonhos são abandonados por causa de um comentário? Quantos jovens deixam de ser quem são para tentarem caber nas expectativas dos outros?
Por detrás de um ecrã esquecemo-nos de que existe uma pessoa. Uma pessoa que sente, que lê e que pode guardar aquelas palavras durante anos.
Antes de comentar, pergunte-se:
O que vou escrever acrescenta alguma coisa ou apenas magoa?
Talvez o maior problema não seja um jovem que dança. Talvez seja uma sociedade que ainda tem dificuldade em aceitar quem tem coragem de ser diferente.
Porque, no fim, não há impossíveis... há várias possibilidades. ❤️
Que marca queremos deixar nos nossos jovens: a da coragem ou a do medo?

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