18/06/2026
Hoje é o Dia Mundial do Pânico
Quando ouvimos a palavra pânico, pensamos logo em exagero. Mas quem já teve uma crise de pânico sabe que não parece ansiedade. Parece que vamos morrer.
O coração dispara, falta o ar, as mãos tremem, o corpo entra em alarme. E o mais assustador? Muitas vezes não existe um perigo real à nossa frente.
A crise de pânico não é uma escolha. Não é drama. Não é falta de força. É um sistema nervoso que acredita que está em perigo, mesmo quando não está.
Uma crise de pânico passa. Por muito assustadora que seja, ela passa.
Se vive com ansiedade ou ataques de pânico, saiba que existe ajuda e tratamento. Não tem de enfrentar isso sozinho.
O pânico assusta. Mas pode ser compreendido, tratado e ultrapassado.
Já ouvi pessoas descreverem uma crise de pânico como um ataque cardíaco. A diferença é que, quando chegam às urgências, dizem-lhes que está tudo bem. E é aí que começa a incompreensão.
Se estiver a passar por uma crise de pânico, há duas coisas que podem ajudar naquele momento. A primeira é lembrar-se que, por mais assustador que pareça, uma crise de pânico vai passar. A segunda é tentar voltar a focar-se no presente: nomeie 5 coisas que vê, 4 que consegue tocar, 3 que consegue ouvir. Isto ajuda o cérebro a perceber que está seguro e a sair do estado de alarme.
E depois:
Mas é importante perceber que estas estratégias ajudam a atravessar a crise. O tratamento passa por compreender porque é que o sistema nervoso está constantemente em alerta e aprender a regular essa resposta. E isso faz-se em acompanhamento psicológico.
Estratégias para a crise:
Lembre-se: isto vai passar
Traga a atenção para o que está à sua volta, em vez de para os sintomas.
Tratamento para o pânico:
Compreender os gatilhos
Aprender a regular o corpo e os pensamentos que alimentam o ciclo do medo.