28/10/2026
A nossa doce Mimi, a Matilde, está a trabalhar uma competência que pode passar despercebida quando pensamos na aquisição da marcha:
a capacidade de sustentar e tolerar carga através dos membros superiores.
Na posição de gatas, trabalhamos a capacidade de apoiar, estabilizar e organizar o corpo através dos braços e das mãos.
Depois, na posição de joelhos, com apoio anterior, aumentamos o desafio e continuamos a trabalhar a consistência, a estabilidade e a tolerância à carga funcional dos membros superiores.
Mas afinal… porque é que isto é tão importante se o nosso objetivo é que a Matilde fique de pé e caminhe? 🧐
Porque os membros superiores não deixam de ser importantes quando chegamos à posição de pé.
Pelo contrário.
Quando uma criança começa a explorar a posição de pé e a marcha, precisa dos membros superiores para se apoiar, equilibrar, alcançar, explorar o ambiente e, sobretudo, proteger-se quando perde o equilíbrio.
As tão importantes reações de proteção dependem de membros superiores capazes de responder de forma adequada.
Por isso, enquanto trabalhamos para conquistar a posição de pé e a marcha, também estamos a preparar o corpo para aquilo que acontece quando algo não corre como esperado. Porque aprender a andar não é apenas dar passos. É aprender a equilibrar, reagir, proteger-se e recuperar o controlo do corpo.
E é precisamente por isso que, na fisioterapia pediátrica, cada posição tem um propósito. 🌱
O que parece ser apenas “brincar de gatas” ou apoiar as mãos num banco pode estar a construir competências que serão fundamentais muito mais à frente.
Hoje trabalhamos no chão.
Amanhã, queremos vê-la explorar o mundo de pé.
E sempre com o máximo de segurança, autonomia e confiança possível. 💚
Vamos devagar, Mimi.
Cada conquista prepara a próxima. 🥰