O Diário da Alex in Rose

O Diário da Alex in Rose Resiliência. Vida real. Emoções sem filtros. O cancro ensinou-me a não calar o essencial. Aqui, ninguém caminha sozinho 🤍

10/09/2026

Bom diaaaaa! 😎🌊

Passava só por aqui para desejar um excelente dia a todos aqueles que já regressaram ao trabalho. 😇

Espero que esteja tudo a correr bem:
os e-mails em dia,
as reuniões curtinhas,
o chefe bem-disposto
e a máquina do café a funcionar. 😂

Por aqui… enfim…

Vou fazendo o enorme sacrifício de aproveitar setembro. 🤭🌊☀️

Porque há uma coisa que descobri:
agosto não é exclusivo de verão. 😜

E setembro, quando quer, também sabe ser muito simpático.

Agora tenho de ir…
estou com o cabelo molhado. 😂😂😂

🌊
☀️
😂
💦
🌹

09/09/2026

Olá 👋,

Hoje chego um pouco mais tarde 😜😜.

Pois é… CHEGOU A MINHA VEZ! 😎☀️🌊

Durante o mês de agosto fui bombardeada com fotografias de praias, mergulhos, pés na areia, águas transparentes e toda uma felicidade balnear enquanto eu assistia a tudo muito sossegadinha… 😇

Guardei. Não esqueci. 😂

Hoje, 9 de setembro, quando muita gente já voltou ao trabalho, aos horários, aos despertadores e à maravilhosa pergunta “o que é que vou fazer para o jantar?”… EU FUI À PRAIA! 🤣🤣🤣

Finalmente!

Pus os pés na areia, apanhei sol e ainda dei uns belos mergulhos no mar. A água estava surpreendentemente agradável.

O problema foi sair.

Porque dentro de água estava tudo muito bonito.
Fora dela, a nortada tratou imediatamente de me lembrar que setembro já anda por aí. 🥶😂

Mas soube-me tãooooo bem! ❤️

Portanto, minhas queridas criaturas que passaram agosto a mandar-me fotografias da praia…

Esta é para vocês. 😇😜

Com carinho, claro.
Eu não sou nada vingativa.

Só tenho memória. 🤣🤣🤣🌹

☀️
🌊
😜
🌹
😂

08/09/2026

Olá 👋 novamente, minha gente querida e maravilhosa 🌹,

Lembram-se da minha maravilhosa invenção? 😜

A panna cotta feita com gelatina Royal de ananás?

Pois bem… venho hoje fazer aquilo que qualquer grande inventora deve fazer: apresentar os resultados da experiência. 🤣🤣🤣

E os resultados foram… um desastre. 😂

Aquilo não sabia a panna cotta.
Não sabia a leite.
Não sabia a ananás.

Na realidade, não sabia a coisíssima nenhuma. 🤣🤣

Consegui o extraordinário feito de juntar vários ingredientes com sabor e obter uma mixórdia absolutamente insípida.

Um talento. 🤪

E como eu não gosto de desperdiçar comida, lá fui comendo aquilo, taça após taça, numa mistura de resignação, sofrimento e arrependimento pelas minhas capacidades de inventora. 😂

A única qualidade da criatura?

Estava fresquinha. 🤣

Portanto, nos dias de calor, não posso dizer que tivesse uma sobremesa… mas tinha uma espécie de ar condicionado comestível. 😂😂😂

Conclusão científica da experiência:

Nem todas as ideias que parecem geniais no papel devem chegar ao frigorífico. 🤣

E esta receita?

🚫 REPROVADÍSSIMA!

Mas não pensem que isto me vai impedir de continuar a inventar mixórdias.

Era o que faltava. 😎😂

😂
🍮
🍍
🤣
🌹

08/09/2026

Bom dia, minha gente querida e maravilhosa 🌹,

Há uma parte da história do cancro para a qual ninguém nos prepara.

É aquela que começa quando nos dizem que os tratamentos mais agressivos terminaram.

Durante meses vivemos com um objectivo muito concreto: tratar.

Há uma cirurgia para fazer.
Uma quimioterapia para aguentar.
Uma radioterapia para terminar.
Uma consulta marcada.
Uma etapa seguinte.

Vamos vivendo de etapa em etapa.

E depois… acaba.

As pessoas ficam felizes por nós.
Dizem-nos:
“Agora é seguir em frente.”
“Já passou.”
“Agora tens de voltar à tua vida.”

Mas voltar a quê?

O corpo não regressa magicamente ao que era.
Há cansaço, dores ou outras sequelas que podem continuar.
Há um corpo diferente para conhecer e, muitas vezes, para voltar a aceitar.

E a cabeça também mudou.

Uma dor que antigamente era apenas uma dor pode agora assustar-nos.
Uma consulta que se aproxima consegue trazer de volta medos que julgávamos arrumados.
E esperar pelo resultado de um exame pode transformar alguns dias numa eternidade.

Porque também não desaparecemos do hospital.

Continuam as consultas de vigilância.
Continuam as análises.
Continuam os exames complementares.
E, para muitas pessoas, continua a medicação diária durante anos, juntamente com os seus efeitos secundários.

Só que agora há muito mais espaço entre tudo isto.

E talvez seja precisamente nesse silêncio que começamos finalmente a perceber tudo aquilo por que passámos.

Durante o tratamento estávamos demasiado ocupadas a tentar chegar à etapa seguinte.

Depois temos de aprender outra coisa:

a viver novamente.

A fazer planos sem pensar imediatamente no “e se…”.
A confiar outra vez no nosso corpo.
A deixar de contar o tempo entre consultas.
A aceitar que podemos estar felizes e, mesmo assim, ter medo.
A perceber que seguir em frente não significa esquecer.

E, sobretudo, a descobrir que talvez nunca voltemos exactamente à pessoa que éramos antes.

E isso não significa que deixámos de viver.

Significa apenas que estamos a aprender a viver de outra maneira. ❤️

Talvez por isso, quando alguém termina os tratamentos, em vez de lhe dizeres:

“Pronto, já passou.”

pergunta simplesmente:

“E agora, como estás?”

Porque às vezes é precisamente aí que começa uma parte da história para a qual ninguém nos preparou. 🌹

🎗️
🌸
🩷
🤝
🌹

07/09/2026

O cancro pode mudar a forma como uma pessoa pensa e reage?

“Ele já não é a mesma pessoa.”
“Está muito mais irritável.”
“Antes tinha paciência para tudo. Agora explode por qualquer coisa.”
“Parece que está sempre distante.”
“Esquece-se de coisas que antes nunca esquecia.”
“Há dias em que parece outra pessoa.”

🧑‍🧑‍🧒‍🧒 Estas frases são frequentemente ditas por familiares de pessoas com cancro.

E, por vezes, também pelo próprio doente:
“Não sei o que se passa comigo. Sinto que mudei.”

A resposta é: sim, o cancro e o seu tratamento podem alterar temporariamente — e, em alguns casos, de forma mais prolongada — a maneira como uma pessoa pensa, sente e reage.

Mas isto não significa necessariamente que a pessoa tenha “mudado de personalidade”.

Há várias razões possíveis.

🧠 O cérebro também sente o impacto do cancro

Quando uma pessoa recebe um diagnóstico de cancro, o organismo entra numa situação de enorme exigência física e emocional.

Medo, incerteza, dor, alterações do sono, fadiga, perda de autonomia, preocupação com a família, problemas financeiros e receio da morte podem manter o organismo num estado prolongado de stresse.

E um cérebro constantemente exposto a stresse não funciona necessariamente da mesma forma que antes.

A pessoa pode ficar:

• mais irritável
• mais ansiosa
• emocionalmente mais sensível
• menos tolerante à frustração
• mais pessimista
• mais retraída
• com dificuldade em tomar decisões
• com menor capacidade de concentração

E isto pode acontecer mesmo numa pessoa que anteriormente era extremamente calma.

“Mas ele está diferente…”
Sim.

Mas antes de concluir que “é da personalidade”, é importante perguntar:

O que mudou fisicamente?

🤕 A dor, por exemplo, pode consumir uma enorme quantidade de energia mental.
Uma pessoa que está constantemente com dor tem menos recursos disponíveis para lidar com pequenos problemas do dia-a-dia.

😩 O mesmo acontece com a fadiga relacionada com o cancro.
Não estamos a falar simplesmente de estar cansado.
É uma exaustão que pode afectar a capacidade de concentração, actividade física, motivação e funcionamento diário.
E quando alguém passa dias ou semanas a sentir-se fisicamente esgotado, a sua capacidade de controlar emoções também pode diminuir.

😴 Dormir mal também muda o comportamento

O sono é outro factor frequentemente subestimado.

Dor, ansiedade, tratamentos, corticosteróides, hospitalizações, preocupação e alterações dos horários podem perturbar profundamente o sono.

E a privação de sono pode afectar:
atenção, memória, concentração, humor e capacidade de regular as emoções.

Uma pessoa que dorme mal durante vários dias pode tornar-se muito mais irritável, impulsiva ou emocional.

🧠 E existe o chamado “chemobrain”

Algumas pessoas submetidas a determinados tratamentos oncológicos descrevem alterações cognitivas como:

“Entro numa divisão e esqueço-me porque fui lá.”
“Tenho uma palavra na ponta da língua e não me consigo lembrar.”
“Leio uma coisa e tenho de voltar atrás.”
“Tenho dificuldade em concentrar-me.”
“Antes conseguia fazer várias coisas ao mesmo tempo. Agora não consigo.”

Este fenómeno é frequentemente designado por “chemobrain” ou défice cognitivo associado ao cancro e ao seu tratamento.

Apesar do nome, não ocorre exclusivamente com a quimioterapia.
Alterações cognitivas podem estar relacionadas com vários factores associados ao cancro: a própria doença, tratamentos, fadiga, ansiedade, depressão, perturbações do sono, dor e outras alterações físicas.

E podem afectar memória, atenção, velocidade de processamento e funções executivas.

💊 Os medicamentos também podem contribuir

Outro aspecto importante:

nem todas as alterações comportamentais são causadas directamente pelo cancro.

Alguns medicamentos utilizados durante o tratamento podem influenciar o humor, o sono, a atenção ou o comportamento.

Os corticosteróides, por exemplo, podem provocar em algumas pessoas alterações importantes do sono e do humor, ansiedade, agitação ou irritabilidade.

Por isso, uma mudança súbita de comportamento deve ser avaliada no contexto de toda a situação clínica, e não atribuída automaticamente ao carácter da pessoa.

⚠️ Mas há situações que não devem ser ignoradas

Uma alteração ligeira de concentração ou maior irritabilidade pode acontecer.

Mas uma mudança súbita e marcada do estado mental é diferente.

Confusão, desorientação, sonolência anormal, agitação intensa, alterações importantes do comportamento, alucinações ou dificuldade repentina em falar ou compreender podem indicar um problema médico que precisa de avaliação.

Infecções, alterações dos níveis de sódio ou cálcio, desidratação, alterações metabólicas, efeitos de medicamentos e outras complicações podem provocar delirium ou alterações agudas do estado mental.

Nestes casos, não devemos simplesmente dizer:

“É do cancro.”

É preciso procurar a causa.

❤️ E existe outra parte que raramente se fala

A pessoa pode estar a sofrer sem conseguir explicar aquilo que sente.
Pode saber que está mais irritável, mas não perceber porquê.
Pode querer estar sozinho, mas sentir culpa por afastar a família.
Pode esquecer-se de coisas e ficar assustado.
Pode sentir-se frustrado porque já não consegue fazer aquilo que fazia antes.

Pode olhar para si próprio e pensar:
“Onde está a pessoa que eu era?”

E é aqui que a família pode fazer uma enorme diferença.

Em vez de:
“Estás impossível.”
“Já não se pode falar contigo.”
“Estás diferente.”
“Antes não eras assim.”

pode ser muito mais útil perguntar:

“Tens reparado que te tens sentido diferente?”
“Há alguma coisa que esteja a ser particularmente difícil?”
“Tens dormido bem?”
“Estás com dores?”
“Sentiste alguma alteração na memória ou na concentração?”

Às vezes, aquilo que parece mau feitio é dor.

Aquilo que parece desinteresse pode ser exaustão.

Aquilo que parece esquecimento pode ser défice cognitivo.

Aquilo que parece afastamento pode ser medo.

E aquilo que parece uma mudança de personalidade pode ser uma pessoa simplesmente a tentar sobreviver a uma situação extraordinariamente exigente.

🗣️ Agora queremos ouvir-vos

Se está a passar por um cancro, ou se acompanha alguém que está a passar por esta doença, queremos saber se reconhece alguma destas alterações.

Sentiu que mudou a sua memória?

A concentração?

A paciência?

O humor?

A forma de reagir às pessoas?

Ou sentiu que os outros começaram a dizer:

“Já não és a mesma pessoa.”

Conte-nos nos comentários.

Queremos ouvir as vossas experiências.

Porque falar sobre estas alterações também ajuda a perceber que determinadas experiências não são necessariamente “fraqueza”, “falta de vontade” ou “mau carácter”.

E pode ajudar outras pessoas a reconhecerem aquilo que estão a viver.

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Muitas vezes, muda também a forma como preservamos aquilo que temos de mais importante:

as pessoas que caminham ao nosso lado.

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Se conhece alguém que está a enfrentar um cancro, partilhe este artigo.

Pode ser exactamente a explicação que essa pessoa precisava de encontrar.

Boa tarde, minha gente querida e maravilhosa 🌹,Hoje quero partilhar convosco uma entrevista muito especial.Especial porq...
07/09/2026

Boa tarde, minha gente querida e maravilhosa 🌹,

Hoje quero partilhar convosco uma entrevista muito especial.

Especial porque o homem que está ali não é apenas alguém cuja história me tocou.

É meu amigo.

Chama-se Francisco Vilhena ❤️.

Ouvi-lo falar da doença, dos tratamentos, dos medos e, sobretudo, da forma como escolhe continuar a olhar para a vida mexeu muito comigo.

Há momentos em que não existem palavras bonitas que tornem uma realidade destas mais leve. E talvez nem seja preciso procurá-las.

Há amizade.
Há presença.
Há um abraço, mesmo quando é dado à distância.
E há aquele desejo enorme de que a vida contrarie todas as previsões.

Francisco, não te vou dizer para seres forte.
Não te vou chamar guerreiro.
Não te vou pedir coragem, porque não tens de provar absolutamente nada a ninguém.

Quero apenas que saibas que estou aqui. ❤️

A torcer por ti.
A acreditar contigo.
A desejar que continues a fazer aquilo que disseste nesta entrevista: mudar a sina.

Porque cinco anos não são uma data de validade.

E porque, enquanto houver vida, há dias para viver, pessoas para amar, gargalhadas para dar e histórias que ainda não foram escritas.

Um abraço enorme, meu querido amigo. 🫂❤️

E que venham muitos, muitos capítulos depois deste.

❤️
🫂
🌷

❤️

Francisco Vilhena 'quer mudar a sina' da família e acredita que vai ultrapassar a doença.

Endereço

Rua Dr. António Bernardino De Almeida
Porto
4200-072

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