16/06/2026
GRUPO DE CONSTELAÇÕES SISTÉMICAS E PESSOAIS
Sábado, 27 de junho
Das 13h30 às 19h00
Aberto a todos os temas para constelar.
OBESIDADE, PESO E CORPO
Muitas vezes, o excesso de peso não está relacionado apenas com a alimentação. O corpo pode estar a expressar emoções, medos, lealdades familiares, traumas ou situações que ficaram gravadas na nossa história de vida.
Em Constelações Sistémicas, olhamos para o peso com respeito e sem julgamentos, procurando compreender qual a mensagem que o corpo está a tentar transmitir.
(Exemplo)
Maria era uma criança muito bonita e chamava frequentemente a atenção pela sua aparência. Um dia, alguém fez um comentário sobre o seu corpo e tocou-a de uma forma que a deixou desconfortável. Mesmo sem compreender totalmente o que aconteceu, ficou registado dentro dela um sentimento de insegurança e perigo.
Inconscientemente, Maria pode ter criado a crença de que, para estar segura, precisava esconder a sua beleza e tornar-se menos visível. O aumento de peso surge então como uma forma de proteção. As roupas largas, o corpo maior e a menor exposição tornam-se uma espécie de escudo contra aquilo que ela sentiu como ameaça.
(Exemplo)
Manel era uma criança muito magra. Frequentemente ouvia comentários da mãe e de outros familiares elogiando crianças mais cheinhas e dizendo que eram mais bonitas, mais saudáveis ou mais fortes. Sem se aperceber, começou a sentir que não correspondia às expectativas da mãe.
Por amor e lealdade ao sistema familiar, pode ter desenvolvido a necessidade inconsciente de ganhar peso para receber aprovação, reconhecimento e amor. Ao mesmo tempo, pode ter guardado sentimentos de tristeza, revolta ou frustração que nunca foram expressos, utilizando a comida como forma de compensação emocional.
Este e muitas mais histórias que só se curam quando abrimos o campo na constelação.
A obesidade também pode ter raízes ancestrais.
Em algumas famílias existiram períodos de fome, pobreza, escassez ou privação. Os descendentes podem carregar, sem saber, o medo inconsciente de faltar alimento. O corpo passa então a armazenar mais do que necessita, como se estivesse permanentemente a preparar-se para uma situação de sobrevi