28/08/2026
Há uma diferença entre elaborar o passado e continuar a desejar que ele tivesse sido diferente.
Podemos compreender o que aconteceu, reconhecer o que nos marcou, sentir tristeza, raiva ou até luto pelo que não tivemos.
Mas existe um momento em que precisamos de deixar de negociar com aquilo que já aconteceu.
Porque enquanto uma parte de nós continua presa ao “se tivesse sido diferente…”, outra parte f**a impossibilitada de olhar verdadeiramente para o que ainda pode ser construído.
Aceitar o passado não signif**a dizer que foi justo. Não signif**a esquecer. Nem deixar de sentir.
Signif**a reconhecer que a nossa história não pode ser reescrita — mas a relação que temos hoje com essa história pode transformar-se.
Talvez seja essa uma das formas mais difíceis de seguir em frente:
não precisarmos de um passado diferente para conseguirmos construir um presente diferente.