06/09/2026
Tirei uns dias e fui visitar Penela e arredores!
Fiquei maravilhada com aquilo que vi!
Visitei Penela, Rabaçal, Espinhal, Figueiró dos Vinhos, Miranda do Corvo, e todos os arredores nesta zona e aprendi que:
- Aqui não se passa fome... Em todo o lado existe árvores com frutas por todo o lado onde se passa.
- Os canteiros, nas zonas pedonais, em vez de terem arvores decorativas, têm arvores de fruto (figueiras, macieiras, castanheiros, etc)
- As pessoas são simpáticas, cumprimentam-nos ao passar.
- As propriedades não têm vedação (na sua maioria) ...
- Os vizinhos, são vizinhos!!!! Preocupam-se uns com os outros, trocam sementes e mudas de plantas para o jardim/horta.
- Em maioria qualquer pessoa tem um bocadinho de terra e essa terra é cultivada para consumo próprio.
- Os proprietários dos terrenos, explicam e conversam de maneira a contribuir com a partilha de conhecimento.
- Não têm medo de serem roubados.... Porque todos têm o mesmo, e quando não têm, uns dão aos outros!
Neste tempo, nestas regiões, vi realmente portugueses, pessoas com alma portuguesa ainda.
No Algarve, eu aprendo que:
- O Algarve já não é dos Portugueses, foi comprado pelo turismo!
- As pessoas vivem zangadas (e com a falsa sensação de felicidade por ter trabalho).
- Não se conversa, nem se troca conhecimento, não vá alguém ficar a saber mais!
- As pessoas vivem no medo!!!!
- É raro ver um português (raiz)/ Alma portuguesa (que falo acima)
- As arvores são meramente decorativas e não existe propriedades com terrenos (e quando existe as pessoas não usam para semear, nem para consumo próprio)- em maioria.
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Gostava de ver mais esta alma do antigamente espalhada por várias outras localidades!
Gostava que pudéssemos plantar, semear, e colher mais!
Gostava que pudéssemos partilhar, e ensinar mais e mesmo assim ficarmos felizes com o crescimento do próximo.
Gostava que mais pessoas pudessem fazer uma viagem ao interior do país para ver com olhos de ver, aquilo que nós estamos a transformar-nos, com as escolhas que fazemos diariamente. (Sim porque as escolhas são nossas também).
E por ironia ou não! Essa viagem ao interior do país deveria também ser uma viagem interna!