21/03/2026
Aquilo a que chamamos "mercado", não é mais que um jogo de manipulação.
Manipulação de pessoas.
Manipulação de desfechos e resultados.
A grande maioria - se não a totalidade das pessoas - que viveram a transição de um mercado resultante da procura, para um mercado que cria necessidades, já não caminha entre nós.
Ainda assim, entre os mais idosos essa memória ainda reside - a inocência e genuinidade em confiar, por um lado -
- e paradoxalmente, a resistência a algo que não se reconhece como necessidade, por outro.
De paradoxal a contraditório, como se tornou o raciocínio predominante, transversal a todas as áreas da organização social, o Ser Humano embarcou numa viagem
A V Live desmarca-se desse jogo com uma simplicidade tal, que se torna ameaçadora para a nossa identidade, construída pelo ego.
A cpnstrução do ego, que se torna identidade, baseia-se no que é familiar para garantir a sua própria sobrevivência... por mais sofrimento e, consequentemente, contratempos, que esteja a gerar...
.. porque sobreviver a esse sofrimento e contratempos parece muito mais familiar e previsível do que arriscar sair desse registo e perder a previsibilidade...
.. sobretudo quando algo bom de mais para acreditar ameaça ser, desta vez, algo bom de mais para constatar.
Nos dias de hoje, um produto que É exactamente o que É e que faz o que se diz que faz, parece mentira... ou melhor, para a nossa identidade, É de facto, mais uma mentira...
.. no caso particular da V Live, uma enorme e descarada mentira, pois isso de dar TODOS os nutrientes que permitem ao corpo resolver ou reverter, literal e virtualmente, TODAS as condições de saúde, SÓ PODE SER MAIS UMA FARSA.
Essa é a história onde mergulhamos todos os dias, com a V Live.
A história da identidade, do ego, que vai muito mais além do saudável cepticismo, do inteligente conhecimento, da indispensável curiosidade, da insaciável vontade de saber mais.
Cada um de nós, encarregue de levar a V Live, de pessoa em pessoa, para o mundo, é obrigado a desfazer a sua identidade, o seu ego, todos os dias.
Dia após dias, encontramo-nos a nós mesmos nas pessoas que nos chegam ou que vamos abordando.
Essas pessoas, na sua grande maioria, AINDA, não nos trazem facilidades, palavras de encorajamento ou, sequer, nos desejam sucesso.
Quão duro, desestruturante, desencorajador e desmotivante isso É, na realidade?
Trabalhar diariamente nas nossas próprias sombras, através do que "os outros" nos trazem, requer operar a um nivel de reconhecimento e autenticidade que não é, AINDA, comum encontrar -
- não porque alguém esteja à frente ou atrás, acima ou abaixo, neste caminho que é a auto-realização de que somos UM com os 'outros' e com 'Deus", com o "Universo", com a "Vida -
- mas simplesmente porque a Consciência do Todo opera através de cada Um de nós, para evoluir, para conhecer os diversos aspectos de si mesma, experimentando consequências repetidas, novos desfechos e novas consequências, sem julgamento ou moral, como modus operandi natural, mostrando e trazendo a todos, por intermédio da vida, pessoas e situações que são o reflexo do seu estado interior.
É no ENTRETANTO que nos encontramos, a reconhecer, em nós e "nos outros" a dor e o sofrimento que nos empurra e faz mover, enquanto não é a Visão, o propósito, a clareza, e a compaixão a puxar-nos.
Não um empurrão efémero de motivação.
Nem sequer a rotina ou disciplina auto imposta, pelo medo de voltar aos antigos padrões, se bem que importantíssima, quando ausente de signif**ado, torna-se apenas mais uma ferramenta do ego, uma forma de nos sentirmos, nem que seja um pouco, melhores do que "os outros".
Operar de forma transparente num mundo de aparências.
Revelar a simplicidade, expor evidências e contradições, num mundo onde apresentar algo a alguém se tornou num jogo de criar necessidades e responder a objecções, de forma a atingir um determinado objectivo - convencer, manipular, obter proveito financeiro.
Esta é parte da realidade V Live.
A outra parte?
É observar o milagre a acontecer, diariamente.
É observar a superação do insuperável, diariamente.
É normalizar a perplexidade de ver possível aquilo que antes considerámos, impossível.