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CONSTELAÇÕES FAMILIARES EM GRUPOHá situações que se repetem na nossa vida, relações que nos desafiam e padrões que nem s...
04/09/2026

CONSTELAÇÕES FAMILIARES EM GRUPO

Há situações que se repetem na nossa vida, relações que nos desafiam e padrões que nem sempre conseguimos compreender apenas olhando para o presente.

As Constelações Familiares convidam-nos a ampliar esse olhar, reconhecendo os vínculos, as histórias e as dinâmicas que fazem parte do nosso sistema familiar.

No dia 5 de outubro, vou estar na Clínica Serennia, em Vila Nova de Gaia, para uma manhã de Constelações Familiares em grupo.

Podes participar de duas formas:

• Constelando um tema teu, trazendo uma questão que neste momento seja importante para ti.

• Participando como representante, acompanhando e integrando as constelações realizadas ao longo da manhã.

Não é necessário ter experiência anterior. Cada pessoa participa respeitando o seu próprio ritmo e o movimento do grupo.

📅 5 de outubro de 2026
🕤 9h30 às 12h30
📍 Clínica Serennia
Rua de Pinto Mourão, n.º 109 · Vila Nova de Gaia

Lugares limitados.
Informações e inscrições por mensagem privada.

Há histórias que, por vezes, precisam apenas de ser olhadas de um lugar diferente.

CONFLITOS ENTRE IRMÃOS: QUANDO DEIXAMOS DE SER APENAS IRMÃOSHá relações entre irmãos em que, sem percebermos, deixamos d...
30/08/2026

CONFLITOS ENTRE IRMÃOS: QUANDO DEIXAMOS DE SER APENAS IRMÃOS

Há relações entre irmãos em que, sem percebermos, deixamos de ocupar apenas o lugar de irmão.

O mais velho pode tornar-se quase pai ou mãe dos mais novos: protege, orienta, resolve e sente-se responsável.

Mas também pode acontecer o contrário: o mais novo torna-se aquele que cuida, aconselha, sustenta ou tenta resolver a vida dos mais velhos.

E, por vezes, começamos a esperar de um irmão aquilo que esperaríamos de um pai, de uma mãe ou até de um companheiro:

“Devias estar mais presente.”
“Se eu precisar, tens de estar.”
“Se podes ajudar, devias fazê-lo.”

Na visão sistémica de Bert Hellinger, os irmãos pertencem ao mesmo nível geracional. Existe uma ordem de chegada, uns vieram antes, outros depois, mas nenhum precisa tornar-se pai, mãe, companheiro ou salvador do outro.

Estes papéis não surgem necessariamente por egoísmo ou má intenção.

Muitas vezes começam por amor, lealdade ou necessidade.

A dificuldade aparece quando a ajuda deixa de ser uma escolha e passa a ser sentida como uma obrigação.

E quando alguém que ocupou esse lugar durante anos decide sair dele, algo delicado pode acontecer:

para um, é um limite.
Para o outro, pode ser vivido como abandono.

E as duas experiências podem coexistir.

Quem se afasta também precisa ter cuidado para não transformar o seu crescimento numa posição de superioridade:

“Eu evoluí.”
“Tu continuas igual.”
“Eu fiz as escolhas certas.”

Voltar ao próprio lugar também é deixar de tentar decidir como o outro deveria viver.

Talvez, então, seja possível dizer:

“Entendo que para ti tenha sido assim.
Entendo que te tenha magoado.
Mesmo assim, não posso ocupar novamente aquele lugar.”

Reconhecer a dor do outro não signif**a voltar atrás.

Compreender não signif**a concordar.

E colocar um limite não precisa signif**ar deixar de amar.

Talvez amadurecer uma relação entre irmãos seja aprender a:

amar sem salvar,
ajudar sem substituir,
colocar limites sem excluir
e respeitar o caminho do outro sem precisar vivê-lo por ele.

Porque numa relação adulta entre irmãos há espaço para duas verdades:

a tua dor merece ser reconhecida.
E o meu limite também.

Há lugares numa família que não desaparecem só porque deixaram de ser falados.Um bebé que não chegou a nascer.Uma gravid...
23/08/2026

Há lugares numa família que não desaparecem só porque deixaram de ser falados.

Um bebé que não chegou a nascer.
Uma gravidez interrompida.
Uma criança que partiu cedo.
Um amor que ficou sem palavras.

Na perspetiva da Constelação Familiar, pertencer não depende do tempo que alguém permaneceu. Quem fez parte da história, fez parte. E quando uma existência é esquecida, escondida ou tratada como se nunca tivesse acontecido, o sistema pode continuar a procurar uma forma de lhe dar lugar.

Por vezes, quem vem depois cresce sem saber que houve alguém antes.

E pode surgir uma sensação difícil de explicar:

“Não sei onde pertenço.”
“Parece que falta alguém.”
“É como se tivesse de fazer mais, viver mais, compensar alguma coisa.”
“Mesmo quando está tudo bem, sinto um vazio.”

Na linguagem sistémica de Bert Hellinger, não se trata de procurar culpados, mas de olhar para a ordem e para a pertença.

Quem veio antes, veio antes.
Quem chegou depois, chegou depois.

E talvez a paz comece quando deixamos de tentar ocupar, substituir ou reparar o lugar de alguém.

Quando conseguimos, interiormente, reconhecer:

“Tu exististe.
Tu pertences.
Tu tens o teu lugar.
Eu não preciso de viver por ti.
Eu fico no meu lugar e sigo com a minha vida.”

Reconhecer quem veio antes não signif**a f**ar preso ao passado.

Pode signif**ar precisamente o contrário:

deixar o passado no lugar que lhe pertence, para que o presente possa finalmente ser vivido.

Porque quando cada um tem o seu lugar, já ninguém precisa de desaparecer para que outro possa pertencer. 🤍

E tu, sabes quem veio antes de ti?

Há uma diferença entre pertencer à tua família e continuar emocionalmente presa ao lugar que ocupavas nela.Podes amar pr...
09/08/2026

Há uma diferença entre pertencer à tua família e continuar emocionalmente presa ao lugar que ocupavas nela.

Podes amar profundamente os teus pais e já não precisar da aprovação deles.

Podes ser grata pelo que recebeste e reconhecer também aquilo que te faltou.

Podes honrar a história da tua família sem ter de repetir todas as suas escolhas.

Podes compreender as dores de quem veio antes
sem fazer delas o destino da tua vida.

Porque uma família saudável não deveria precisar que permaneças pequena para continuares a pertencer.

Uma raiz sustenta-te.
Não te impede de crescer.

E crescer, às vezes, mexe com todo o sistema familiar.

A filha que sempre dizia “sim” começa a dizer “não”.

O filho que procurava aprovação começa a decidir sozinho.

Quem estava sempre disponível começa a colocar limites.

Quem carregava os problemas de todos começa a perguntar: “Isto é realmente meu para carregar?”

E é aqui que muitas pessoas confundem diferenciação com rejeição.

Sentem culpa por dizer não.
Culpa por escolher diferente.
Culpa por não estar sempre disponível.
Culpa por construir uma vida que os pais talvez não compreendam.

Mas tornar-te adulta não exige que deixes de pertencer.
Exige que descubras quem és para além do teu lugar de filha.

Os teus pais deram-te a vida e fazem parte da tua história.
Mas não precisam de escrever todos os capítulos seguintes.

Há valores que vais querer levar contigo.
Há padrões que vais querer transformar.
Há coisas que talvez terminem em ti.
E outras que, justamente através de ti, poderão continuar de uma forma diferente.

Isso também pode ser uma forma de honrar a origem: receber a vida que chegou até ti e fazer algo verdadeiramente teu com ela.

Talvez amadurecer seja conseguir olhar para trás e dizer:
“Eu sei de onde venho.
Agradeço o que me sustenta.
Devolvo o que não me pertence.
E permito-me crescer na direção da minha própria vida.”

Porque as raízes não existem para prender a árvore à terra.
Existem para lhe dar força para crescer.

Há quem tenha crescido no colo dos avós.Há quem os tenha conhecido apenas por fotografias e histórias.Há quem os tenha p...
26/07/2026

Há quem tenha crescido no colo dos avós.
Há quem os tenha conhecido apenas por fotografias e histórias.
Há quem os tenha perdido cedo.
Há quem tenha encontrado avós que a vida escolheu e não o sangue.
E há quem hoje sinta a saudade mais do que nunca.

Nas Constelações Familiares aprendemos que os avós são muito mais do que uma geração acima de nós. São a ponte entre o passado e o futuro. São raízes. São memória. São pertença.

Foi através deles que a vida continuou o seu caminho. Com tudo o que viveram, com as suas alegrias, as suas dores, as suas escolhas e os seus destinos, entregaram a vida aos seus filhos, que a entregaram aos seus filhos... até chegar a nós.

Talvez nem todos tenham sabido amar da forma que precisávamos.
Talvez alguns tenham partido demasiado cedo.
Talvez outros tenham sido avós de coração, escolhendo amar sem qualquer obrigação.
Mas, quando olhamos para cada um com respeito pelo lugar que ocupa na nossa história, algo dentro de nós encontra paz.

Hoje quero agradecer a todos os avós. Em especial aos meus, aos do meu marido e aos dos meus filhos.

Aos que estão presentes e enchem os dias de colo, tempo, histórias e ternura.

Aos que já partiram, mas continuam vivos nas memórias, nos gestos, nos valores e no amor que deixaram nas gerações seguintes.

Aos avós de sangue e aos avós de coração, porque o amor reconhece o lugar de cada um.

Que possamos ensinar os nossos filhos a olhar para trás com gratidão, sem excluir ninguém. Porque quando honramos aqueles que vieram antes de nós, oferecemos às gerações que vêm depois raízes mais fortes e asas mais leves.

Feliz Dia dos Avós.

"Tudo o que somos começou muito antes de nós."

Há comportamentos que, à primeira vista, podem parecer apenas controlo, rigidez, distância ou dificuldade em amar.Mas, p...
25/07/2026

Há comportamentos que, à primeira vista, podem parecer apenas controlo, rigidez, distância ou dificuldade em amar.

Mas, por detrás de muitos deles, pode existir uma história que nunca foi vista.

Na Constelação Familiar observamos, muitas vezes, que um homem pode carregar muito mais do que a sua própria vida.

Carrega silêncios. Carrega perdas. Carrega lealdades invisíveis. Carrega formas de ser homem que foram passando de geração em geração.

Compreender esta história não é procurar culpados. É trazer consciência àquilo que, até então, era vivido de forma inconsciente.

Mas compreender nunca é justif**ar.

A história de um homem pode explicar alguns dos seus comportamentos, mas não o dispensa da responsabilidade de olhar para si, de procurar ajuda, de transformar aquilo que faz sofrer os outros e de interromper padrões que já não servem.

A verdadeira transformação acontece quando deixa de dizer: "Foi assim que aprendi."
E começa a perguntar: "O que escolho fazer com aquilo que herdei?"

Da mesma forma, nenhuma mulher tem a responsabilidade de o salvar, de o curar ou de carregar o peso da sua transformação.

Pode haver amor. Pode haver compreensão. Pode haver presença.

Mas o caminho de crescimento é sempre uma escolha individual.

Porque conhecer a nossa história é um acto de consciência.

Assumir responsabilidade por ela é um acto de maturidade.

E é aí que começa a verdadeira liberdade.

Enquanto os pais continuarem a sustentar a nossa vida, talvez ainda não estejamos a viver verdadeiramente a nossa.Na inf...
05/07/2026

Enquanto os pais continuarem a sustentar a nossa vida, talvez ainda não estejamos a viver verdadeiramente a nossa.

Na infância, depender dos pais é natural.
Mas a vida tem uma direção: dos pais para os filhos. E dos filhos para a sua própria vida.
O desafio começa quando esse movimento é interrompido.

Nem sempre é o filho que resiste a crescer.
Muitas vezes, são os pais que, por amor, medo ou necessidade, continuam a tratá-lo como uma criança.
Continuam a resolver os seus problemas.
Continuam a sustentá-lo financeiramente.
Continuam a decidir, a proteger e a abrir caminho.
E, sem intenção, enviam uma mensagem silenciosa: "Ainda não és capaz."

Por outro lado, o filho também encontra conforto nesse lugar.
Enquanto alguém assume a responsabilidade, ele adia a sua.
Enquanto alguém o protege, não precisa de enfrentar o risco.

Na visão sistémica, isto cria um desequilíbrio.
Os pais continuam a dar.
Os filhos continuam apenas a receber.
E o movimento natural da vida f**a suspenso.

Bert Hellinger dizia que os pais dão a vida, e os filhos recebem-na.
Mas receber a vida implica um dia dizer:
"Obrigado por tudo. A partir daqui, sigo com as minhas próprias pernas."

Talvez o maior acto de amor de um pai seja permitir que o filho enfrente a vida, mesmo correndo o risco de falhar.

E talvez o maior acto de gratidão de um filho seja deixar de pedir aos pais aquilo que já é capaz de construir por si.

Porque amar também é saber largar.
E crescer exige que alguém tenha a coragem de dar esse primeiro passo.

O amor não acaba. Às vezes, é a idealização que chega ao fim.Muitas pessoas acreditam que o casamento mata o namoro.Mas ...
22/06/2026

O amor não acaba. Às vezes, é a idealização que chega ao fim.

Muitas pessoas acreditam que o casamento mata o namoro.

Mas será mesmo assim?

Talvez o que termina não seja o amor. Talvez seja a fantasia de que amar alguém não exige crescimento, adaptação e responsabilidade.

No início de uma relação, é fácil sentir paixão. Existe novidade, desejo e descoberta. Vemos o outro através das nossas expectativas, sonhos e idealizações.

Com o tempo, a vida acontece.

Chegam as contas para pagar, as diferenças para negociar, as decisões para tomar, as responsabilidades para partilhar.

E é aqui que muitos casais acreditam que perderam algo.

Mas, na maioria das vezes, o que está a acontecer é outra coisa: a relação está a pedir maturidade.

Na visão sistémica, uma relação saudável não é aquela que permanece igual. É aquela que consegue evoluir sem perder a ligação emocional.

Evoluir signif**a deixar de amar apenas a imagem que criámos do outro e aprender a amar a pessoa real.

Signif**a perceber que compromisso não é o contrário de paixão.

Que responsabilidade não é o contrário de liberdade.

E que crescer juntos não tem de signif**ar deixar para trás a leveza, o humor, a cumplicidade e o desejo.

Por vezes, aquilo que chamamos "fim do namoro" é apenas o encontro com uma fase mais adulta da relação.

Uma fase onde já não basta sentir.

É preciso construir.

O desafio não é manter o amor igual ao do início.

O desafio é permitir que ele amadureça sem perder a capacidade de nos encontrarmos.

Muitas vezes carregamos dores, responsabilidades, culpas e destinos que não nos pertencem. Por amor, consciente ou incon...
20/06/2026

Muitas vezes carregamos dores, responsabilidades, culpas e destinos que não nos pertencem. Por amor, consciente ou inconscientemente, tentamos levar pesos que são dos nossos pais, dos nossos ancestrais ou de outros membros do sistema familiar.

Nas Constelações Familiares, aprendemos que o amor verdadeiro não é carregar pelo outro, mas honrar a sua história e devolver-lhe, com respeito, aquilo que lhe pertence.

Quando cada um assume o seu lugar e o seu destino, a vida volta a fluir com mais leveza.

A felicidade é leve. Surge quando tomamos a vida tal como ela nos foi dada e seguimos em frente com o que é nosso.

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