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Cláudio Costa é Certificado Internacional em Mapping Training System (Espanha)disciplina de Neuromecânica, técnicas de ativação neuromuscular que melhora o controle motor e otimiza o sistema neuromuscular.

Neste artigo de opinião vamos reflexionar sobre esta variável tão importante do treino como é a Velocidade. No treino co...
04/11/2017

Neste artigo de opinião vamos reflexionar sobre esta variável tão importante do treino como é a Velocidade. No treino com resistências deve-se treinar com ou sem Velocidade? É perigoso ou é seguro?
Na atualidade estão a sair vários estudos que comprovam que treinar com Velocidade é mais vantajoso que treinar sem ela. Como é o caso deste recente estudo (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28237604), no caso o estudo feito em pessoas idosos com incremente de maior força e função no treino com alta Velocidade relativamente ao treino com menor velocidade.
Paralelamente nos últimos anos estão a crescer o número de cursos com uma grande variedade de nomenclaturas para definir o seu objetivo principal, que é o treino com alta Velocidade, procurando de maneiras distintas explicar o processo pelo qual a Velocidade é garantia de mais ganho.
Nós em Mapping Training System sabemos que mais Velocidade significa mais força a aplicar por parte do atleta ou cliente, se num exercício com um peso livre aumentamos a Velocidade, obrigatoriamente têm de ser exercida mais força (o peso livre não têm motor).
Portanto, um exercício com mais velocidade significa mais força a aplicar e a controlar. Acreditamos ser uma variável bastante importante numa fase de otimização do rendimento desportivo.
Relativamente à questão de ser perigosa ou não, achamos que é uma variável mais, que se têm de respeitar quanto à segurança utilizada, mas não é a única. Há outras variáveis mais importantes quanto à ameaça do sistema como é caso da fadiga, os DIM´s ou a quantidade de rango por exemplo. A Velocidade é mais uma variável:
- É possível lesionar-me com um exercício super lento quando o meu nível de fadiga ultrapassou o controlável pelo sistema, e o nível de ameaça está disparado? Claro que sim!
- É possível realizar um exercício à máxima velocidade e com total segurança, mas, controlando todas as outras variáveis como é o caso da fadiga ou do perfil de resistência, em que o nível de ameaça no sistema é baixo? Claro que sim!
No Centro de Ativação Neuromuscular do Porto temos em conta todos estas variáveis na prescrição da dose correta para cada atleta/cliente, utilizando a Velocidade num contexto de segurança ,atenção cognitiva e skill.

Exp Gerontol. 2017 May;91:51-56. doi: 10.1016/j.exger.2017.02.072. Epub 2017 Feb 22. Randomized Controlled Trial

Neste artigo vamos reflexionar sobre o que é o Controle Motor, área da Ciência fundamental nos processos de readaptação ...
03/11/2017

Neste artigo vamos reflexionar sobre o que é o Controle Motor, área da Ciência fundamental nos processos de readaptação desportiva e do treino no nosso Centro de Ativação Neuromuscular.
Segundo Latash (2012) O Controle Motor é a área Ciência que explora as leis naturais que definem como é que o Sistema Nervoso interatua com outras partes do corpo e do entorno para produzir movimentos coordenados e com uma finalidade.
Ricky Martinez na Certificação Mapping Training System (2016), refere que o Controle Motor (CM) basicamente tenta responder a esta pergunta:
“Como o Sistema Nervoso Central regula a tensão em todas e cada uma de nossas fibras musculares com o objetivo de dotar de mobilidade e estabilidade todas as articulações do corpo humano?”
No livro de David Rosenbaum (Human motor control, 1991) ele explica que o CM é o processo pelo qual humanos e animais usam seu cérebro para ativar e coordenar os músculos e os membros envolvidos no desempenho de uma habilidade motora. Fundamentalmente, é a integração da informação sensorial, tanto sobre o mundo como sobre o estado atual do corpo, para determinar o conjunto adequado de forças musculares e ativações articulares para gerar algum movimento ou ação desejada. Este processo requer interação cooperativa entre o sistema nervoso central (SNC) e o sistema músculo-esquelético e, portanto, é um problema de processamento de informação, coordenação, mecânica, física e cognição. O sucesso do CM é crucial para interagir com o mundo, não só determinando as capacidades de ação, mas também regulando o equilíbrio e a estabilidade.
Ricky Martinez (2016): Tendo isto em mente, é logico pensar que no momento que aparece uma alteração do movimento é porque o CM foi, de alguma maneira, afetado. Quando existe uma limitação no rango de movimento (ROM) (ex. limitação flexão da anca), primeiro deveríamos questionar-nos o que poderá ter ocorrido a nível de CM, antes de pensar que os “músculos isquiotibiais” estão “encurtados”. O mesmo pergunta-se: Pode ser devido a uma estratégia de proteção que acionou o SNC para evitar uma possível lesão?
As seguintes questões se colocam: Quando um desportista teve uma lesão: Como foi afetado o CM? ; Depois do processo de recuperação dos tecidos: o CM não se terá alterado? ; Tudo segue funcionando igual?; ou pode ser que esta alteração no CM seja a causa das contínuas recaídas depois da lesão?
Em pessoas com dor crónico na coluna: como está funcionando o seu CM?; será que está a contribuir para essa situação de cronicidade? ; Será que é só uma questão de pôr mais forte o “CORE” ou de alongar o músculo “psoas maior”?
Uma alteração ou (des) otimização do CM vai afetar diretamente a maneira em que se movem e se sentem os desportistas. O ROM, a força e a velocidade vão limitar-se consideravelmente e poderá aparecer desconforto ou dor. Em resumidas contas, diminuirá a saúde da pessoa ou o rendimento do desportista.
Portanto, é importantíssimos que todos nós na área da readaptação, reabilitação e do treino sejamos conscientes da importância de um conhecimento profundo sobre o CM, se desejamos recuperar/otimizar o movimento dos nossos clientes ou desportistas.
Uma maneira simplificada de entender como funciona o CM é através do conceito dos Mapas Cerebrais (abordaremos em detalhe sobre eles no próximo artigo). Para que o CM seja ótimo necessitámos que os Mapas Cerebrais estejam a funcionar otimamente, e se estes estão alterados o CM será afetado e, por tanto, o Movimento.
É importante saber que, através do treino podemos alterar a estrutura de nosso cérebro e dos Mapas Cerebrais. Mas, esto pode ocorrer tanto de forma positiva como de forma negativa; a chave está em conhecer quais são os enfoques mais eficazes na hora de otimizar os Mapas Cerebrais para potenciá-los e, por outro lado, controlar os fatores que podem contribuir a seu degenero para poder controlá-los.
Daniel Wolpert, um dos maiores investigadores em CM, afirma que a razão de ser do Cérebro não é pensar ou sentir, mas sim, controlar o MOVIMENTO e todas as outras funções estão para servir esse movimento. Necessitamos movermo-nos para relacionarmo-nos com o entorno, para poder nutrirmos e para reproduzirmo-nos. Vejam o vídeo: https://www.ted.com/talks/daniel_wolpert_the_real_reason_for_brains
Portanto, se a principal razão de Ser do cérebro é o Movimento, sem dúvida que é de grande relevância para os profissionais do exercício e do movimento conhecer sobre a disciplina cientifica que o investiga: o Controle Motor. Nós no Centro de Ativação Neuromuscular do Porto estamos sempre a trabalhar para o melhorar.
Este artigo é baseado em toda a informação teórica e prática de Ricky Martinez na Certificação Mapping Training System , 2016)

Neuroscientist Daniel Wolpert starts from a surprising premise: the brain evolved, not to think or feel, but to control movement. In this entertaining, data-rich talk he gives us a glimpse into how the brain creates the grace and agility of human motion.

Hoje o meu dia foi com eles, Equipa profissional de Futsal Belenenses! Aplicando Neuromecânica !
31/10/2017

Hoje o meu dia foi com eles, Equipa profissional de Futsal Belenenses! Aplicando Neuromecânica !

Nocicepção e Dor:Na semana passada, um atleta durante um treino ao correr sentiu um desconforto no músculo, uma sensação...
31/10/2017

Nocicepção e Dor:
Na semana passada, um atleta durante um treino ao correr sentiu um desconforto no músculo, uma sensação forte de tensão, o qual me disse “parecia ia rebentar, tive que parar logo e esticar a perna e agora tenho dor Professor”, a pergunta é: o que nos diz a Neuromecânica acerca da Dor e deste tipo de situação tão comum a correr, treinar ou em qualquer outra tarefa motora num treino, no ginásio, num jogo entre amigos?
Ao atleta expliquei que o desconforto que sentiu ao correr foi um Output de Proteção do seu Sistema Nervoso Central, como que o Cérebro disse-se “Para, Para pois há uma situação de ameaça que não estou a controlar”, ameaça que pode ser excesso de stress em alguma articulação ou músculo, carga excessiva de trabalho, alguma posição articular que não foi controlada durante o movimento e muitas outras variáveis possíveis mas sempre com uma informação aferente dos Nociceptores (é um recetor sensorial que envia sinal causando a percepção da dor em resposta a um estímulo que possui potencial nocivo).
Nocicepção não é igual a Dor, mas o imput mais importante para a aparição de Dor é a Nocicepção, um sinal que indica perigo sobre os tecidos do corpo.
Mas a Nocicepção não é o único imput importante. Quando o cérebro recebe um sinal nocivo procedente do corpo; pergunta-se: Quanto de perigoso é realmente?: para responder analisa toda a informação relacionada com a ameaça, incluindo outros sinais sensoriais, memórias do passado, e emoções.
Podemos pensar que a Nocicepção é o processo através do qual o nosso sistema nervoso é capaz de detetar um potencial perigo e enviar esta informação ao cérebro (sinal nociceptivo, não de Dor). A dor é uma decisão do cérebro baseada na percepção de ameaça em base de muitas variáveis (não só a nocicepção).
O objetivo de Dor não é fazer-nos conscientes de que existe um dano na estrutura, mas sim de fomentar comportamentos de proteção. Por tanto, a dor protege da ameaça entendida, não da ameaça atual, mas atenção, a percepção do cérebro pode às vezes ser incorreta.
Para disparar a Dor, o cérebro integra toda a informação sensorial aceitada. Esta análise, além da nocicepção, inclui a memória complexa, processos de raciocínio, contextos, emoções e também considerações sobre possíveis consequências da resposta (predição).
A sensação de Dor surge do cérebro e não dos tecidos, é o cérebro que decide se a Dor é necessária para proteger ou não (Low & Puentedura, 2014).
A Dor é um “output” do cérebro, não um sinal de “imput” do corpo ao cérebro. A Dor é uma emoção do cérebro e têm como objetivo colocar em marcha comportamentos que protejam o corpo de ameaças percebidas.
Este artigo é baseado em toda a informação teórica e prática de Ricky Martinez na Certificação Mapping Training System , 2016) Ricky Neuromecánica-Lab

Neurociência da DorNos últimos 20 anos, o conceito de Dor evolucionou consideravelmente, principalmente pelo conceito – ...
31/10/2017

Neurociência da Dor
Nos últimos 20 anos, o conceito de Dor evolucionou consideravelmente, principalmente pelo conceito – Neurociência da Dor - Mesmo assim muitos dos tratamentos atuais da Dor, baseiam-se em modelos absoletos (Low & Butler, 2011), é importante que Treinadores e Readaptadores Físicos compreendam a atual Neurociência da Dor, porque podem estar afetando tanto negativamente como positivamente nela. O Modelo Cartesiano da Dor (1664) é possivelmente a razão de muitos dos conceitos erróneos que temos em relação à Dor e segue sendo ainda o modelo que se encontra mais instituído na atualidade (Ricky Martinez , certificação Maping Training System, 2016).
O mesmo refere que este modelo baseava-se unicamente na lesão do tecido e consequente mais Dor, este ponto de vista incorreto e excessivamente simplificado provocou do mesmo modo opções de tratamento incorretas e excessivamente simplificadas.
Há várias situações que implicam Dor ou não e que colocam as seguintes perguntas: Como se aplicar este modelo à Dor em ausência de lesão nos tecidos? O caso de atletas com lesão nos seus tecidos e que não apresentam nenhum sintoma de Dor? Ou como se explica a dor do membro fantasma? Dor numa parte do corpo amputada!
O que acontece, atualmente, é que muitas vezes desportistas recuperam da lesão estrutural mas seguem manifestando Dor, ou inclusive, não sofrem nenhuma lesão no tecido, mas têm bastante Dor (Haldeman, 1990).
E por outra parte, têm lesões estruturais significativas mas não apresentam sintomas de Dor.
Ricky Martinez , certificação Maping Training System (2016) refere que mais de 350 anos depois da morte de René Descartes o seu modelo da Dor continua exercendo grande influência nos profissionais. No livro de Adriaan Louw (Therapeutic Neuroscience Education, 2014) ele escreve algumas ideias erróneas relativas ao modelo da Dor:
Erróneo “ Existe relação direta entre quantidade de lesão no tecido e o nível de Dor experimentado; toda a Dor é produzida por uma lesão e um incremento da Dor quer dizer mais lesão; no caso de Dor crónico, de acordo com o modelo de Descartes, há Dor nos tecidos que não estão recuperando e se está produzindo mais lesão; A Nocicepção e a Dor são sinónimas;
Um estudo de Louw & Puentedura (2013) analisando se existia relação entre lesão estrutural e Dor: Os resultados demonstraram que Não, no estudo verificaram que 35-40% das pessoas investigadas tinham rotura do manguito rotador, mas assintomáticas (não apresentavam sintomas ou Dor).
¿Existe correlação entre lesão estrutural e Dor?
Atualmente a Neurociência da Dor prova que a Dor surge do cérebro e não dos tecidos!
Antes de tudo é importante compreender que a Dor é um sistema de alarme como já referi no artigo anterior, por tanto é necessária para a sobrevivência de todos os sistemas, está presente desde sempre no ser humano é vital para a nossa evolução. Na realidade, o negativo é a causa, se o Sistema Nervoso não tivesse esta função, não teríamos os alarmes que nos avisam que a nossa sobrevivência está em perigo.
Moseley & butler (2015) explicam que o corpo só pode enviar mensagens de perigo ao cérebro, não mensagens de Dor, a Dor se gera no cérebro. Quando tens fome não é o estomago que envia “sinais de fome”.
É muito importante como Treinadores ou Readaptadores explicar aos nossos atletas ou clientes, o modelo Neurocientífico da Dor, no Centro de Ativação Neuromuscular do Porto é o nosso 1º passo no processo de readaptação.
Quanto menos entendes sobre Dor, mais vais sofrer com a Dor (Moseley et al., 2015).
Moseley et al, (2015) explica que quando te preocupas em relação à tua Dor, a informação de uma fonte verídica pode ajudar-te a sentir melhor, inclusive antes que qualquer tratamento. ¡A INFORMAÇÃO É PODER!
Conceptualização actual da DOR:
Atualmente, a Neurociência da Dor diz-nos que ela é uma experiencia consciente criada pelo cérebro para A nossa proteção, e não têm relação direta com a lesão no tecido. Como já referi acima, pode existir lesão sem existir Dor, mas também pode existir Dor sem existir uma lesão nos tecidos, como exemplo o síndrome do membro fantasma explicado acima.
“Terás Dor quando o teu cérebro conclua que existe mais evidência credível de perigo relacionado com o teu corpo que evidência de segurança relacionada com o teu corpo” (Moseley & Butler, 2015).
Os mesmo autores referem:
- Qualquer coisa que seja perigosa para teus tecidos corporais, vida, estilo de vida, trabalho, teu dia a dia, é uma ameaça para a tua pessoa: os DIMs ‘Danger In Me’;
- Qualquer coisa que te faça mais forte, melhor, mais saudável são os SIMs ‘Safety In Me’;
Criando o conceito de PROTECTÓMETRO, (Moseley & Butler, 2015) relativa à integridade de casa pessoa.
O Protectómetro indica o nível total de perigo ou segurança em ti. Um indicador que se move para cima (SIMs) ou para baixo (Dims) em resposta a qualquer evidência de perigo ou segurança na tua vida. Pessoalmente acredito que este conceito aplica-se a todas as situações na nossa vida, quando algo em um lugar específico corre mal, aparentemente temos o dia deteriorado e todo nesse dia corre mal.
O número e força de DIMs e SIMs determinarão o nível do indicador do Protectómetro. Com DIMs aumentará, com SIMs diminuirá.
A um nível determinado no Protectómetro, o cérebro iniciará a Dor com o objetivo de se proteger.
Também se já tiveste experiencia de Dor ou perigo no passado, o indicador do Protectómetro pode estar “ajustado” e consequentemente mais alto que o normal.
Neuroplasticidade e Dor:
“A neuroplasticidade levou-te àquela situação, e é a Neuroplasticidade que pode fazer com que saias dessa situação” (Moseley & Butler, 2015.
Os mesmo autores explicam que quanto mais tempo o teu Sistema Nervoso esteve a proteger-se, melhor é nessa função (os nervos que enviam mensagens de perigo ao cérebro tornam-se mais sensíveis e as células cerebrais do cérebro relacionadas com a Dor também). O efeito do aumento da sensibilidade faz com que o Protectómetro se torna mais sensível aos DIMs (é mais fácil que se mova para baixo).
Chaves para diminuir a Dor segundo Ricky Martinez, Certificação Mapping Training System, (2016):
- Segundo Butler & Moseley (2003) a chave para diminuir a Dor é a Exposição Gradual ao Stress: encontrar uma linha base de não ameaça e começar a incrementar stress gradualmente respeitando a microprogressão do treino.
- Segurança: Williams et al, (2012) refere que o truque será aprender como encontrar a linha entre fazer o suficiente para que o Sistema se adapte, mas cuidado, não tanto para não despertar o Sistema de Proteção, aportando sempre segurança ao sistema.
- Detetar possíveis “Mapas secundários que podem estar afetando a Dor e tentar modificá-los: exemplo: tarefas com alto grau de nocicepção, DIMs, alterações nos mapas motores e alterações nos mapas propriocetivos (Ricky Martinez, Certificação Mapping Training System, 2016). (explicarei no próximo artigo o que são os Mapas Cerebrais)
De acordo com Ricky Martinez, Certificação Mapping Training System, (2016) qualquer treino deveria ser um SOMA DE SIMS: qualquer exercício criado, teste realizado pelo treinador ou readaptador, comunicação com o atleta ou cliente, a linguagem que utilizo para comunicar-me, a mensagem que transmito, deveria aportar Sempre Segurança ao seu cérebro.
O mesmo refere Cuidado com a Fadiga, deve ser considerada como um output de proteção do Sistema, em certo modo é criar um DIM. Deve-se controlar muito bem os níveis de fadiga que poderão estar a produzir-se. Como Readaptadores e Treinadores devemos ser totalmente conscientes disso.
Este artigo é baseado em toda a informação teórica e prática de Ricky Martinez na Certificação Mapping Training System , 2016)

Aplicando ferramentas de Mapping Training System: Motor Imagery, PAP e Vibração local nos adutores, extensores e flexore...
31/10/2017

Aplicando ferramentas de Mapping Training System: Motor Imagery, PAP e Vibração local nos adutores, extensores e flexores da anca, flexores do joelho, Coluna vertebral e dorsal; sempre com Segurança, Skill e Atenção Cognitiva em todo o processo.
O atleta Tiago da Equipa de Futebol Sport Clube Nun´Álvares apresenta uma pubalgia que se arrasta à 2 anos com constantes recaídas, atualmente não apresenta dor, uma vez que, parou completamente a atividade física depois de finalizada a época anterior, apresentando sensibilidade na zona e principalmente Medo, com um quadro de Ameaça considerável.
Tiago é um excelente defesa-esquerdo que muita falta faz à equipe, a mesma, durante os últimos 2 anos procurou bastantes especialistas e terapias, todas sem sucesso.
De causa multifatorial, não é possível atribuir uma causa única. Geralmente está associado a sobrecarga de exercícios, desequilíbrios musculares, encurtamento muscular, redução de mobilidade das articulações coxo-femoral e sacro-ilíaca, micro-lesão no adutor, enfraquecimento da parede abdominal entre outras possíveis variáveis como as de ordem emocional e por ai adiante.
Previamente expliquei a visão Neurocientífica da Dor a Tiago, realizei te**es de força posicional, nos quais foram detetados bastantes défices nos músculos das articulações já referidas, défices ao nível de Steadiness (estabilidade da força) a 30% de 1RM, também não marcava uma correta direção do vetor de força, além de falhar o Pico máximo de força nesses músculos. Foi utilizado um dinamómetro para medir a força, e um metrónomo para incrementar a Atenção Cognitiva durante PAP.
O primeiro objetivo foi baixar os alarmes, reduzindo toda a situação de ameaça existente e restaurar o equilíbrio muscular da região, otimizando a conetividade cérebro-musculo (Modulação Excitabilidade Intracortical e Excitabilidade Corticoespinal), melhorar a precisão dos mapas neurais (Otimização da estabilidade da força, otimização da propriocepção e incremento da força), restabelecendo dos défices motores identificado, e como tal, uma normalização da Contração Voluntária (capacidade do Sistema Nervoso Central de ativar completamente um músculo dentro das suas possibilidades)
Segundo objetivo será incrementar a variabilidade motora e a tolerância ao stress mecânico (especifico do desporto referido) para depois regressar aos treinos.
Prescrevi exercícios de controle motor e mobilidade para o atleta realizar até a próxima sessão.
Continuaremos o trabalho de readaptação deste Atleta, e publicaremos os constantes avances com o objetivo, principal, de voltar o mais rapidamente à competição.

O que é a Neuromecânica?É uma disciplina científica que íntegra, como o seu nome indica a parte Biomecânica (Mecânica) e...
31/10/2017

O que é a Neuromecânica?
É uma disciplina científica que íntegra, como o seu nome indica a parte Biomecânica (Mecânica) e a parte Neurológica.
Ricky Martinez o criador do Mapping Training System (Neuromecânica e Biomecânica aplicada à readaptação de lesões) disse o seguinte: “quando trabalhava com toda a parte biomecânica, sabia que faltava um Controlador de todos esses aspetos Biomecânicos puros. Então, para entender em profundidade a Readaptação Desportiva pós-lesão, sim ou sim, deveria compreender as alterações que se podiam ter produzido não só a nível biomecânico, mas também a nível neurológico”.
A resposta fisiológica é uma resposta à Física (em certo ponto). Analisando a função muscular, até que ponto se ativa ou não um músculo, se analisarmos biomecânicamente qual é a situação, qual o cenário, podemos intuir qual é a resposta electromiográfica, portanto física e neste caso Neurociência ou Neurofisiologia estão inter-relacionados, e o futuro é estudarem-se em conjunto.

A Neurociência demonstrou a influência do cérebro nos processos de recuperação de lesões e na melhora do rendimento desp...
31/10/2017

A Neurociência demonstrou a influência do cérebro nos processos de recuperação de lesões e na melhora do rendimento desportivo, a primeira vez que ouvi a ideia foi na Certificação Mapping Training System em Madrid com Ricky Martinez. A interação entre os Neurotags primários e secundários explica tudo o que somos, influído no rendimento desportivo, na recuperação de uma lesão ou em aspetos como a Dor.
Ricky Martinez que baseado no livro ‘Explain Pain’ escrito por David Butler: “a dor reside no cérebro”, o mesmo Ricky sublinha, “acredito que é importantíssimo que todos os profissionais (tanto a nível de treino como a nível de reabilitação) diferenciem os conceitos de ‘nocicepção’ e ‘dor’”.
“A DOR É UMA DECISÃO CONSCIENTE DO CÉREBRO BASEADA NA PERCEPÇÃO DE AMEAÇA E É APENAS UM DOS MECANISMOS DE PROTEÇÃO”
(Low & Puentedura, 2013)

Readaptador Físico-Desportivo - Uma evolução neuro-biomecânica do exercícioO Preparador Físico, Personal Trainer ou Lice...
31/10/2017

Readaptador Físico-Desportivo - Uma evolução neuro-biomecânica do exercício
O Preparador Físico, Personal Trainer ou Licenciado em Educação Física e Desporto especializado em: Readaptador Físico-Desportivo ou Strength and Conditioning Specialist, Performance and Rehabilitation Specialisté; é o responsável pelo processo após a reabilitação de uma lesão, é o responsável pela volta ao treino.
Os guidelines mais actuais de abordagem à reabilitação do sistema músculo-esquelético, falam-nos da importância de se associarem programas sérios de treino (mobilidade, controlo motor, força, padrões de movimento, etc) ao já habitual trabalho de reabilitação após uma lesão.
Adicionalmente, é de extrema importância saber que o Cérebro têm muito a dizer neste processo, na sequência, foi criado um sistema de intervenção, por Ricky Martinez (Espanha), que dá resposta às necessidades acima expostas, de forma totalmente atualizada em função da mais recente e melhor produção científica que existe na atualidade.
Somos certificados em Mapping Training System (Madrid-Espanha) que propõe melhorar a comunicação Neurológica entre o Sistema Muscular e o Sistema Nervoso, possibilitando maior capacidade de movimento e de força, permitindo aos nosso clientes/desportistas melhorar o seu estado físico após lesão, mas também melhorar a sua condição física, realizando, com qualidade, o transfer dos ganhos obtidos com outras estratégias para a atividade diária ou para a atividade desportiva. Fala-se, assim, do Return to Play (que não é exclusivo para atletas, mas sim para toda a população).
O nosso objetivo é readaptar, melhorar a saúde e rendimento dos nossos clientes/atletas, por meio de exercício inteligente com bases em princípios relacionados com a Neuromecânica, propondo desenvolver movimentos de qualidade e eficazes, melhorar o rendimento, e solucionar o problema da incapacidade de voltar ao mesmo nível que era possível antes da lesão.

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