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🌿 Histórias, pensamentos e reflexões sobre a vida, as pessoas e as pequenas coisas do quotidiano.

🤍 Um espaço para sentir, sorrir, pensar e partilhar.

🌷 Porque a vida merece ser vivida e contada, sempre com um sorriso.

🌿 HÁ COISAS QUE, COM A IDADE, DEIXAMOS DE TER PACIÊNCIA PARA ATURAR! 🌿E ainda bem! 😄Há uns anos, talvez me preocupasse m...
15/10/2026

🌿 HÁ COISAS QUE, COM A IDADE, DEIXAMOS DE TER PACIÊNCIA PARA ATURAR! 🌿

E ainda bem! 😄

Há uns anos, talvez me preocupasse mais com aquilo que os outros pensavam.

Tentava explicar-me melhor, justificar determinadas decisões, evitar desagradar e, muitas vezes, acabava por entrar em conversas que não me levavam a lado nenhum.

Hoje?

Hoje já não tenho a mesma disponibilidade para certas coisas.

E não estou a falar de falta de educação, de arrogância ou de achar que tenho sempre razão.

Estou a falar daquela mudança que acontece quando começamos a perceber que nem tudo merece a nossa atenção.

Há conversas que já sabemos como vão acabar.

Há discussões que não precisam de um vencedor.

Há opiniões que podemos ouvir sem sentir necessidade de contrariar.

E há pessoas que continuam a fazer exatamente as mesmas perguntas, mesmo depois de já lhes termos dado todas as respostas. 😅

Antigamente, ainda tentava explicar mais uma vez.

Hoje, muitas vezes, sorrio e penso:

«Está bem. F**a lá com a tua ideia, que eu fico com o meu sossego!»

E sigo a minha vida.

Também deixei de sentir tanta necessidade de justificar algumas escolhas.

Se não me apetece ir, não vou.

Se não concordo, não tenho de fingir que concordo.

Se alguém não gosta de determinada decisão minha, posso respeitar a sua opinião sem mudar a minha.

Claro que continuo a ouvir, a aprender e, quando é preciso, a reconhecer que estou errada.

Ter mais idade não significa saber tudo. Significa, talvez, perceber melhor aquilo que não vale a pena transformar num problema.

E há uma diferença enorme entre perder a paciência e aprender a escolher onde a usamos.

Porque continuo a ter paciência para uma boa conversa.

Para ouvir alguém que precisa.

Para ensinar, ajudar, compreender e até mudar de opinião.

O que já não me entusiasma tanto são os pequenos jogos, as indiretas, as complicações desnecessárias e aquela mania de transformar uma coisa simples num verdadeiro acontecimento nacional! 😂

A vida já tem desafios suficientes.

Não precisamos de inventar mais alguns.

E se há uma vantagem em acumular aniversários, talvez seja esta:

Começamos a perceber que não temos de responder a tudo, participar em tudo ou agradar a toda a gente.

Podemos simplesmente escolher.

Escolher as conversas que nos acrescentam alguma coisa.

As pessoas com quem gostamos verdadeiramente de estar.

As situações que merecem o nosso envolvimento.

E até os momentos em que o melhor comentário é não fazer comentário nenhum.

Não é indiferença. É discernimento.

Continuo a gostar de pessoas, de conversar, de rir e de partilhar opiniões.

Só já não sinto necessidade de entrar em todas as discussões para provar que tenho uma.

E, convenhamos…

Há uma certa satisfação em chegar a uma fase da vida em que conseguimos dizer, com toda a tranquilidade:

«Sabes que mais? Não vale a pena!» 😄

E ir beber um café.

Porque, às vezes, um bom café sabe muito melhor do que ter a última palavra. ☕🤍

E por aí? Também há coisas para as quais já não têm a mesma paciência?

Always with a Smile 🌿
Paula Violette 🌷

🌿 ÀS VEZES, SÓ FALTAVA UMA OPORTUNIDADEHá momentos em que os nossos filhos nos surpreendem.Não porque façam alguma coisa...
11/10/2026

🌿 ÀS VEZES, SÓ FALTAVA UMA OPORTUNIDADE

Há momentos em que os nossos filhos nos surpreendem.

Não porque façam alguma coisa extraordinária, mas porque, de repente, começamos a descobrir neles capacidades que até então pouco conhecíamos.

E é curioso perceber como isso acontece.

Durante anos acompanhamos o seu crescimento. Conhecemos as suas inseguranças, as dificuldades, aquilo que os entusiasma e até as situações em que precisam de um empurrãozinho para avançar.

Achamos que os conhecemos tão bem…

Até que um dia surge um desafio diferente.

Um convite.

Uma responsabilidade.

Alguém que lhes diz: “Gostávamos que fizesses parte disto.”

E alguma coisa desperta.

Foi precisamente isso que comecei a observar recentemente numa das minhas filhas.

Foi convidada para integrar uma lista da sua escola e, desde então, tenho assistido a uma transformação que me tem deixado particularmente feliz.

De repente, vejo-a cheia de ideias.

A pesquisar, a procurar soluções, a pensar em iniciativas, a tentar conseguir apoios, a preocupar-se com os pequenos pormenores.

Pergunta-me o que acho.

Se determinada ideia resulta.

Se poderia fazer alguma coisa de outra maneira.

E, muitas vezes, antes de eu acabar de responder, já está a pensar numa alternativa. 😄

Mas o que mais me surpreende não é a quantidade de ideias.

É a vontade que ela tem de fazer acontecer.

Aquela menina que tantas vezes precisou de orientação e de alguém que lhe transmitisse segurança está agora a descobrir o prazer de tomar iniciativas e assumir responsabilidades.

E eu vou observando.

Aconselho quando me pede.

Ajudo no que posso.

Dou a minha opinião.

Mas procuro não fazer por ela aquilo que ela própria está a aprender a fazer.

Porque esta experiência pertence-lhe.

E é importante que assim seja.

Há uns dias dei por mim a pensar que, se esta oportunidade não tivesse surgido, talvez eu ainda não tivesse descoberto este lado tão determinado da minha filha.

E ela própria talvez também não.

Quantas capacidades existirão dentro de nós à espera de uma oportunidade para se revelarem?

Quantos jovens são considerados pouco participativos quando, na verdade, ainda não encontraram alguma coisa que os entusiasme?

Quantas pessoas passam anos a acreditar que não têm jeito para liderar, organizar ou comunicar, simplesmente porque nunca foram desafiadas a experimentar?

Às vezes, basta alguém confiar.

Convidar.

Dar espaço.

Permitir que se tente.

E aceitar que, pelo caminho, também se cometam erros.

Porque a confiança não nasce apenas dos elogios que recebemos.

Nasce também da descoberta de que somos capazes de fazer coisas que nunca tínhamos feito.

Não sei se esta experiência vai despertar na minha filha o gosto pelo associativismo, se continuará a procurar desafios semelhantes ou se, daqui a algum tempo, seguirá interesses completamente diferentes.

E, sinceramente, isso não é o mais importante.

O que me importa é vê-la entusiasmada.

Ver que tem objetivos.

Que procura aprender.

Que começa a acreditar mais nas suas próprias capacidades.

E perceber que está a descobrir uma versão de si própria que ainda não conhecia.

Enquanto mãe, há qualquer coisa de muito especial nisto.

Passamos tantos anos a ensinar os nossos filhos a dar os primeiros passos que, às vezes, quase nos esquecemos de que chegará o momento em que teremos de os deixar descobrir os caminhos por onde querem andar.

Continuaremos por perto.

Mas já não precisaremos de lhes indicar cada direção.

E talvez seja esse um dos momentos mais bonitos de os ver crescer.

Quando percebemos que já não estão apenas a aprender connosco. Estão a começar a surpreender-nos com aquilo que conseguem fazer sozinhos.

Hoje olho para a minha filha e sinto orgulho.

Mas sinto também curiosidade.

Curiosidade por descobrir tudo aquilo que ela ainda poderá vir a ser.

Porque, afinal, há capacidades que não aparecem quando procuramos por elas. Aparecem quando a vida nos dá uma oportunidade de as colocar à prova.

E às vezes, para alguém começar a acreditar mais em si próprio, basta que outra pessoa tenha acreditado primeiro. 🤍🌿

Always with a Smile 🌿
Paula Violette🌷

🌧️ HÁ NOITES EM QUE A CHUVA NOS EMBALAO outono chegou.E com ele regressam os dias mais curtos, as primeiras camisolas qu...
08/10/2026

🌧️ HÁ NOITES EM QUE A CHUVA NOS EMBALA

O outono chegou.

E com ele regressam os dias mais curtos, as primeiras camisolas quentinhas, as mantas no sofá e aquela vontade de ficar mais um bocadinho em casa.

Regressa também um cheiro de que gosto particularmente.

O cheiro da terra molhada depois das primeiras chuvas.

Não sei explicar muito bem porquê, mas há qualquer coisa de reconfortante naquele cheiro. Como se a natureza estivesse a mudar de ritmo e nos convidasse a fazer o mesmo.

E depois há o som da chuva.

Aquela chuva tranquila, que cai durante a noite, bate suavemente na janela e parece tornar a casa ainda mais acolhedora.

Cá em casa, as minhas filhas adoram adormecer ao som da chuva.

E quando não chove?

Vão ao YouTube, procuram uma gravação e deixam-na a tocar durante a noite.

Acho curioso.

Temos tantas tecnologias, tantas distrações, tantos sons à nossa disposição… e, na hora de descansar, acabamos por procurar os mais simples.

A chuva a cair.

As ondas do mar.

A água de um ribeiro.

O vento a passar pelas árvores.

Os passarinhos a chilrear.

Sons que sempre existiram, muito antes de inventarmos todas as formas de entretenimento que hoje nos rodeiam.

E talvez isto diga alguma coisa sobre a maneira como vivemos.

Passamos os dias rodeados de ruído.

O despertador toca.

O telemóvel recebe mensagens.

Há telefonemas para atender, pessoas a chamar, horários para cumprir, decisões para tomar e preocupações que nem sempre ficam à porta quando chegamos a casa.

Vivemos num ritmo tão acelerado que, por vezes, até quando finalmente nos sentamos continuamos com a cabeça a trabalhar.

E depois chega a noite.

Apagamos a luz.

Pousamos o telemóvel.

E descobrimos que o corpo está cansado, mas a cabeça ainda não percebeu que o dia terminou.

Talvez seja por isso que cada vez mais pessoas procuram estes pequenos ambientes sonoros para relaxar e adormecer.

Não porque a chuva resolva os problemas.

Nem porque o som do mar faça desaparecer as preocupações.

Mas porque, durante aqueles minutos, podemos simplesmente ouvir.

Sem responder.

Sem decidir.

Sem ter de fazer absolutamente nada.

Talvez não seja de silêncio que precisamos para descansar. Talvez seja de sons que não nos peçam nada.

E gosto de pensar que o outono nos recorda um pouco essa necessidade de abrandar.

Não precisamos de gostar dos dias cinzentos, nem de achar maravilhosa a chuva quando temos de sair de casa a correr para o trabalho.

Mas podemos aprender a apreciar os pequenos momentos que esta estação nos oferece.

Uma bebida quente.

Uma manta confortável.

O cheiro da chuva.

Uma janela embaciada.

E aquela sensação tão boa de estarmos finalmente em casa, depois de um dia cheio.

Às vezes, a tranquilidade não está em fazer uma grande mudança na nossa vida.

Está apenas em encontrar um momento em que o mundo parece baixar o volume.

Esta noite, se chover, talvez fique mais uns minutos a ouvir.

Sem televisão.

Sem música.

Sem pressa de preencher o silêncio.

Apenas a chuva.

Porque há noites em que não precisamos que aconteça mais nada.

Precisamos apenas que o dia termine devagar.

E que, por uns instantes, a nossa cabeça consiga descansar ao mesmo ritmo que o corpo.

Afinal, há sons que não servem para nos despertar.

Servem para nos embalar. 🤍🌧️

Always with a Smile 🌿
Paula Violette🌷

🌧️ HOJE NÃO ME APETECE TER PRESSA🌧Há dias que parecem pedir menos de nós.Talvez seja a chuva.O céu cinzento.Aquela vonta...
06/10/2026

🌧️ HOJE NÃO ME APETECE TER PRESSA🌧

Há dias que parecem pedir menos de nós.

Talvez seja a chuva.

O céu cinzento.

Aquela vontade de ficar mais cinco minutos no sofá, beber o café devagar e adiar tudo o que puder esperar.

Hoje está um desses dias.

E, por acaso, não me apetece lutar contra ele. 😄

Há coisas para fazer? Há.
Há responsabilidades? Também.

Mas entre uma coisa e outra, vou permitir-me alguma preguiça.

Sem culpa.

Porque nem todos os dias têm de ser produtivos, extraordinários ou cheios de coisas para contar.

Alguns dias podem simplesmente ser… dias.

Com chuva lá fora.

Um café quente.

Talvez uma manta.

E a maravilhosa sensação de não ter de transformar cada minuto em alguma coisa útil.

Hoje vou fazer o que tiver de fazer.

O resto pode esperar que passe a trovoada. 😉🌧️

Always with a Smile 🌿
Paula Violette 🌷

🌿 OS PLANOS QUE A VIDA NÃO CUMPRIU🌿Quando tinha 20 anos, como quase toda a gente, imaginava o meu futuro.Não necessariam...
04/10/2026

🌿 OS PLANOS QUE A VIDA NÃO CUMPRIU🌿

Quando tinha 20 anos, como quase toda a gente, imaginava o meu futuro.

Não necessariamente ao pormenor, mas havia uma ideia de como seria a minha vida.

O que faria.

Onde estaria.

As pessoas que fariam parte dela.

As coisas que gostaria de conquistar.

Naquela idade fazemos planos com uma convicção engraçada.
Achamos que estamos a decidir o futuro.

Só ainda não sabemos que o futuro também vai decidir muita coisa por nós.

Depois a vida começa realmente a acontecer.

E há planos que se cumprem.
Outros que ficam pelo caminho.
Há coisas pelas quais lutámos muito e que nunca conseguimos.
E há outras que chegaram sem terem sido sequer convidadas.

Pessoas.

Oportunidades.

Mudanças.

Problemas.

Recomeços.

E, quando passam muitos anos, acontece uma coisa curiosa.

Olhamos para a vida que temos e percebemos que algumas das coisas mais importantes dela nunca fizeram parte do plano inicial.
Talvez seja essa a parte que mais me surpreende.

Porque é fácil olhar para aquilo que não aconteceu e pensar:

“Eu imaginava a minha vida de outra maneira.”

Mas raramente fazemos o exercício contrário.

Quantas coisas boas existem hoje na nossa vida que nunca imaginámos que existiriam?

Quantas pessoas não conheceríamos se tudo tivesse acontecido exatamente como planeámos?

Quantos caminhos nunca teríamos experimentado?

Quantas decisões diferentes não teríamos tomado?

Até nós próprios.

Será que seríamos exatamente a mesma pessoa se todos os nossos planos tivessem resultado?

Provavelmente não.

Porque também fomos sendo construídos pelas mudanças de direção.

Pelos nãos.
Pelos imprevistos.
Pelas vezes em que tivemos de parar e pensar:
“Está bem. Então agora vou por aqui.”

E isto não significa que todos os imprevistos tenham sido bons.

Não foram.

Há coisas que teríamos preferido não viver.

Há planos que ainda hoje gostaríamos que tivessem resultado.

E não precisamos de transformar tudo numa lição bonita só porque já passou.

Mas há uma coisa que o tempo nos permite perceber:
uma vida diferente daquela que imaginámos não é necessariamente uma vida pior.

É simplesmente a vida que foi acontecendo enquanto nós tentávamos vivê-la.

Hoje continuo a fazer planos.

Ainda gosto de saber o que vou fazer amanhã, na próxima semana ou daqui a alguns meses.
Continuo a desejar coisas.
Continuo a imaginar outras.

Só já não escrevo o futuro com a mesma certeza.

Talvez a idade nos ensine precisamente isso:
a fazer planos a lápis.
Para podermos apagar.
Acrescentar.
Mudar uma data.
Trocar um destino.
Começar outra vez.

E deixar algum espaço em branco para aquilo que ainda não sabemos que vai chegar.

Porque, olhando para trás, percebo que a vida não aconteceu exatamente como tinha imaginado.

Ainda bem em algumas coisas.
Infelizmente noutras.
Mas aconteceu.
E trouxe-me até aqui.

Por isso hoje não perguntaria à pessoa que fui aos 20 anos se os planos dela se cumpriram.
Perguntaria outra coisa:

“Se eu te mostrasse a vida que tenho hoje, imaginavas que tantos dos capítulos mais importantes nem sequer estavam nos teus planos?”

Provavelmente não.

Eu também não. 🤍

Always with a Smile 🌿
Paula Violette 🌷

🌿 HÁ CONSELHOS QUE FICAM PARA A VIDA🌿Há cerca de cinco anos, depois de ter tido Covid, fui fazer uma avaliação de saúde....
01/10/2026

🌿 HÁ CONSELHOS QUE FICAM PARA A VIDA🌿

Há cerca de cinco anos, depois de ter tido Covid, fui fazer uma avaliação de saúde.

Foi aí que descobri que tinha diabetes.

Não estava à espera.

Não tinha sentido a doença chegar. Não tinha percebido os sinais. E, de repente, havia uma palavra nova na minha vida que eu sabia que não desapareceria no dia seguinte.

Diabetes.

Lembro-me da confusão.

Lembro-me de tentar perceber porquê.

Lembro-me de pensar: “Mas eu nem sou uma pessoa de doces…”

Porque também eu acreditava naquela ideia tão comum de que a diabetes estava essencialmente ligada ao açúcar e aos doces.

E, sobretudo, lembro-me de me sentir desnorteada.

Quando recebemos um diagnóstico destes, entregam-nos um nome.

Mas nós precisamos de aprender tudo o que vem depois dele.

E agora?

O que posso comer?

O que tenho de mudar?

Como vou fazer isto?

Como será a minha vida daqui para a frente?

E foi nessa altura que tive uma coisa que hoje reconheço como absolutamente preciosa:
tive as pessoas certas ao meu lado.

Pessoas que não se limitaram a dizer-me aquilo que eu não devia fazer.

Ensinaram-me.

Explicaram-me a alimentação, os hidratos de carbono, as quantidades, as escolhas, os cuidados.

Ensinaram-me, no fundo, a comer novamente.

Mas desta vez conhecendo melhor aquilo que estava a colocar no prato e aquilo que acontecia no meu corpo.

Deram-me conselhos.

Deram-me indicações.

Deram-me informação.

Na altura talvez fossem apenas orientações para alguém que acabava de descobrir uma doença.

Hoje sei que eram informações de ouro.

E há uma coisa que talvez diga melhor do que qualquer outra o quanto foram importantes para mim:
essas indicações continuam presas no meu frigorífico.

Cinco anos depois.

Continuam lá.

Algumas coisas já nem preciso de ler. Sei-as de cor. Entraram na minha rotina, nas minhas escolhas, na maneira como preparo uma refeição e na forma como aprendi a viver com a diabetes.

Mas nunca as tirei dali.

Talvez porque, de certa forma, aquelas folhas também me lembram de onde comecei.

Na altura perdi cerca de 18 quilos. Mudei muito a minha alimentação e aprendi hábitos que ainda hoje me acompanham.

Entretanto recuperei alguns desses quilos.

Hoje procuro sobretudo estabilidade e equilíbrio.

Faço uma vida normal.

Tenho os meus cuidados, a minha medicação, a atenção àquilo que como e o acompanhamento de que preciso.

Mas já não sou aquela pessoa assustada que recebeu o diagnóstico e pensou:

“E agora, como é que eu vou viver com isto?”

Hoje sei.

Vivo.

E talvez uma das coisas mais importantes que estes cinco anos me ensinaram seja precisamente esta:

quando aparece uma doença crónica, aquilo que fazemos por nós é fundamental.

Mas quem encontramos no início do caminho pode fazer uma diferença enorme na maneira como aprendemos a percorrê-lo.

Há pessoas que nos dão uma informação num determinado dia e talvez nem imaginem que essa informação vai continuar connosco durante anos.

Há quem nos explique alguma coisa durante alguns minutos e mude hábitos para uma vida inteira.

Há quem nos encontre assustados e confusos e, sem grandes discursos, nos devolva alguma segurança.

Eu tive essa sorte.

E nunca me esquecerei de quem me acolheu naquela fase, de quem teve paciência para me explicar, de quem me ensinou e de quem me fez perceber que aquele diagnóstico não era o fim da minha vida normal.

Era o início de uma nova forma de cuidar dela.

Por isso, quando hoje abro o frigorífico e vejo aquelas indicações ainda ali, não vejo apenas regras sobre alimentação.

Vejo cuidado.

Vejo conhecimento.

Vejo o início de uma aprendizagem.

E vejo pessoas a quem provavelmente nunca conseguirei explicar completamente a importância que tiveram naquele momento da minha vida.

A diabetes ficou.

Mas, felizmente, também ficou tudo aquilo que me ensinaram a fazer com ela. 🤍

E por isso haverá sempre uma palavra que associo a quem esteve comigo naquele início:

Gratidão.

Always with a Smile 🌿
Paula Violette 🌷

🌿 HÁ PESSOAS QUE FICAM, MESMO DEPOIS DE PARTIREM DA NOSSA ROTINA🌿Há pessoas que fizeram parte da nossa vida e que hoje j...
27/09/2026

🌿 HÁ PESSOAS QUE FICAM, MESMO DEPOIS DE PARTIREM DA NOSSA ROTINA🌿

Há pessoas que fizeram parte da nossa vida e que hoje já não fazem parte dos nossos dias.

E nem sempre aconteceu alguma coisa.

Não houve uma discussão.
Não houve uma desilusão.
Não houve uma despedida.

A vida simplesmente aconteceu.
Mudámos de escola.
Mudámos de trabalho.
Mudámos de cidade.
Constituímos família.
Vieram os filhos, outras responsabilidades, outros horários, outras pessoas.

E aquela presença que era tão habitual começou, quase sem percebermos, a tornar-se mais distante.

Primeiro deixámos de nos ver todas as semanas.

Depois passaram meses.

Um dia percebemos que passaram anos.

E, ainda assim, quando pensamos em determinadas fases da nossa vida, há pessoas que aparecem imediatamente dentro delas.

A colega com quem partilhávamos a carteira na escola.

A amiga que sabia tudo o que se passava connosco.

A pessoa com quem tomávamos café todos os dias no trabalho.

Os vizinhos com quem havia sempre dois dedos de conversa.

Aquele grupo que durante alguns anos parecia inseparável.

Pessoas com quem rimos até nos doer a barriga, partilhámos preocupações, fizemos planos, guardámos segredos e vivemos momentos que, na altura, nem imaginávamos que um dia seriam recordações.

Hoje talvez saibamos pouco umas das outras.

Às vezes é uma fotografia que aparece nas redes sociais.

Um aniversário que nos faz enviar uma mensagem.

Um encontro inesperado numa rua.

Ou simplesmente um nome que alguém menciona e que nos faz dizer:

“Há tantos anos que não sei nada dela… gostava de saber como está.”

E eu gosto particularmente desses reencontros.

Daqueles primeiros minutos em que tentamos resumir anos de vida numa conversa impossível.

E tu? Onde estás? Os teus pais estão bem? Tens filhos? Continuas a trabalhar no mesmo sítio? Lembras-te daquela vez em que…?

E então acontece uma coisa curiosa.

Durante alguns minutos, o tempo parece encurtar a distância que criou.

Rimos das mesmas histórias.

Recordamos pessoas.

Recuperamos expressões e pequenas cumplicidades que julgávamos esquecidas.

E percebemos uma coisa:

Talvez já não conheçamos verdadeiramente a pessoa que está à nossa frente.

Ela mudou.

Nós também.

Mas conhecemos muito bem quem ela foi numa determinada parte da nossa vida.

E ela conheceu uma versão de nós que talvez já nem exista.

Acho isso bonito.

Porque durante muito tempo pareceu-me que as relações importantes tinham necessariamente de durar.

Hoje já não penso assim.

Nem tudo o que termina falhou.

Uma amizade não deixa de ter sido verdadeira porque a vida afastou duas pessoas.

Uma relação não perde o seu significado apenas porque deixou de fazer parte do presente.

Há pessoas que pertencem a uma fase.

A um lugar.

A uma idade.

A uma determinada versão de nós.

E talvez tenham cumprido exatamente o lugar que tinham para ocupar na nossa história.

Por isso gosto de saber das pessoas.

Das pessoas da minha terra.

Dos antigos colegas.

Dos amigos que a vida levou para longe.

Daqueles com quem um dia partilhei alguma coisa, mesmo que hoje os nossos caminhos sejam completamente diferentes.

Gosto de saber que estão bem.

Gosto de descobrir onde a vida os levou.

E gosto particularmente daquela sensação de perceber que, apesar de terem passado tantos anos, ainda conseguimos sorrir ao recordar aquilo que vivemos juntos.

Não precisamos de recuperar todas as relações.

Nem todos os reencontros têm de significar um regresso.

Às vezes basta reconhecer, silenciosamente:

“Foste importante numa parte da minha vida.”

E seguir.

Com carinho.

Com gratidão.

Sem cobranças pelo tempo em que estivemos ausentes.

Porque talvez amadurecer também seja perceber isto:

nem todas as pessoas que foram importantes na nossa vida precisam de continuar presentes para continuarem a fazer parte da nossa história.

Algumas ficam no nosso quotidiano.

Outras ficam nas fotografias.

Outras numa história que ainda contamos.

Numa música.

Num lugar.

Numa gargalhada que ainda conseguimos recordar.

E outras ficam simplesmente guardadas naquela parte da memória onde vivem as pessoas que um dia fizeram parte de quem fomos.

E isso também é uma forma de permanecer. 🤍🌿

Always with a Smile 🌿
Paula Violette 🌷

**am

🌿 QUEM DISSE QUE TÍNHAMOS DE FAZER TUDO?🌿Hoje é quinta-feira.E eu tinha planeado ter uma publicação preparada para hoje....
24/09/2026

🌿 QUEM DISSE QUE TÍNHAMOS DE FAZER TUDO?🌿

Hoje é quinta-feira.

E eu tinha planeado ter uma publicação preparada para hoje.

Não tenho. 😄

Aliás, na terça-feira também era dia de publicação.
Não publiquei.

Não aconteceu nada de especial. Não houve nenhum imprevisto enorme, nenhuma razão extraordinária.

Simplesmente não me apeteceu.

E sabem uma coisa?

Não aconteceu nada.
O mundo continuou a girar.
A página continuou aqui.
Eu continuei a gostar dela exatamente da mesma maneira.

E foi precisamente isso que me fez pensar numa coisa.

Quantas obrigações existem na nossa vida que, na verdade, ninguém nos deu?

Fomos nós que as criámos.

Começamos por decidir que vamos fazer determinada coisa duas vezes por semana.

Depois passa a ser: tenho de fazer.

Decidimos que vamos manter a casa sempre impecável.
Tenho de limpar.

Começamos a fazer exercício porque nos faz bem.
Tenho de treinar.

Gostamos de estar disponíveis para determinadas pessoas.
Tenho de responder.

Queremos aproveitar melhor os nossos dias.
Tenho de fazer alguma coisa.

E, de repente, aquilo que começou por ser uma escolha passa a parecer uma obrigação.

Tenho de.
Tenho de.
Tenho de.

É curioso como duas palavrinhas tão pequenas conseguem pesar tanto.

E atenção: não estou a falar das verdadeiras responsabilidades.

Há compromissos que assumimos e que têm de ser cumpridos. Há trabalho, família, contas, horários e pessoas que dependem de nós.
A vida adulta não desaparece só porque hoje decidimos que não nos apetece. 😄

Falo das outras coisas.
Das exigências que vamos acrescentando à vida sem perceber.

Daquela lista invisível que carregamos dentro da cabeça e onde estamos constantemente a avaliar se fizemos o suficiente.

Se fomos produtivos.
Se aproveitámos o dia.
Se tratámos de tudo.
Se respondemos a toda a gente.
Se cumprimos aquilo que tínhamos planeado.

E quando não conseguimos?
Sentimo-nos quase em falta.

Mas em falta com quem?
Talvez seja essa a pergunta.

Porque há obrigações que ninguém nos deu.
Fomos nós que as transformámos em obrigações.

E talvez de vez em quando seja saudável voltar ao princípio e perguntar:
Eu tenho mesmo de fazer isto… ou fui eu que decidi que tinha?

Na terça-feira não publiquei.

E hoje podia ter preparado esta publicação com antecedência.

Também não preparei. 😄

A vida foi acontecendo, os planos foram mudando e eu fui fazendo outras coisas.
E esta publicação acabou por nascer assim.
Sem planeamento.
Precisamente daquilo que ficou por fazer.

Talvez organizar a vida não seja conseguir que tudo aconteça exatamente como planeámos.
Talvez seja aprender a reorganizarmo-nos quando ela decide fazer diferente.
Há dias para cumprir listas.
Há dias para mudar os planos.
Há dias muito produtivos.
E há dias em que fazemos apenas aquilo que conseguimos — ou aquilo que nos apetece.

E está tudo bem.

Porque uma semana não deixa de ter valido a pena só porque algumas coisas ficaram por fazer.
E a vida não precisa de estar constantemente a ser transformada numa lista onde vamos colocando vistos. ✔️

Às vezes podemos simplesmente vivê-la.

Por isso, se hoje também ficou alguma coisa por fazer desse lado, talvez possamos experimentar uma pergunta diferente.

Em vez de:
“Porque é que não fiz?”

Talvez perguntar:
“Precisava mesmo de ser hoje?”

Se a resposta for não…
amanhã também é dia. 😉🌿

Always with a Smile 🌿
Paula Violette🌷

🌿 APRENDER A AMÁ-LOS TAMBÉM QUANDO ELES MUDAM🌿Nos últimos dias, grande parte da nossa vida tem um nome: Cookie.Vamos tra...
20/09/2026

🌿 APRENDER A AMÁ-LOS TAMBÉM QUANDO ELES MUDAM🌿

Nos últimos dias, grande parte da nossa vida tem um nome: Cookie.

Vamos trabalhar e pensamos nele.

Estamos ocupados com as nossas coisas e, de repente, o pensamento volta para casa.

Na escola, numa aula, no meio de um dia perfeitamente normal, há sempre aquele pensamento: Como estará o Cookie?

E depois chegamos a casa e procuramo-lo com os olhos.

A doença entrou na nossa rotina sem pedir licença.

Houve melhoras. Houve dias menos bons. Pequenas conquistas que nos encheram de esperança e outros momentos em que voltámos a ficar preocupados.

Mas tenho percebido que aquilo que estamos a viver não é apenas a recuperação de uma doença.
É também a aprendizagem, talvez mais difícil, de aceitar que o nosso Cookie está a envelhecer.

Tem 10 anos.

Durante tantos anos habituámo-nos a vê-lo correr pela casa, ladrar, brincar, abanar a cauda, andar atrás de nós e fazer todas aquelas coisas que se tornam tão banais no dia a dia que quase deixamos de reparar nelas.
Até ao dia em que deixam de acontecer.

Agora está mais quieto.

Passa muito mais tempo deitado. Os movimentos são outros. O corpo responde de outra maneira.

E, apesar de estar muito melhor do que esteve no início de tudo isto, ainda procuramos nos seus olhitos aquela alegria que conhecemos tão bem.

Procuramos aquela cauda a abanar.

Aquela vontade de andar atrás de nós.

Aquele Cookie que conhecemos durante tantos anos.

E custa.

Talvez esta seja uma das partes de ter um animal de que menos se fala.

Não é apenas cuidar quando adoecem. É aprender a aceitar quando começam a mudar.

E aceitar não significa desistir.

Continuamos a acreditar nas melhoras.
Continuamos a desejar vê-lo andar com mais vontade, dar os seus passinhos mais apressados e, quem sabe, voltar a receber-nos com aquela caudinha a abanar.

Há esperança.

Mas há também uma realidade que precisamos de aprender a acolher: os anos passaram por ele.

Tal como passam por nós.

E talvez seja por isso que, às vezes, olhar para ele nos toca ainda mais.
Porque também nós sabemos que já não somos exatamente as mesmas pessoas de há dez anos.

Há coisas que fazemos de outra maneira. Há capacidades que mudam. O corpo começa, aqui e ali, a lembrar-nos de que o tempo passou.

Com eles acontece o mesmo.

Só que os anos deles parecem passar depressa demais para o nosso coração conseguir acompanhar.

E talvez amar um animal durante muitos anos seja também isto:

deixar de pedir que ele continue a ser quem era e começar a perguntar o que podemos fazer por quem ele é agora.

Hoje, o Cookie precisa mais de nós.

Precisa de cuidados, de paciência, de conforto, de segurança. Precisa que respeitemos o seu ritmo e que saibamos reconhecer cada pequena conquista.

E nós estaremos aqui.

Porque durante tantos anos ele deu-nos tudo aquilo que tinha sem nunca nos pedir nada em troca.

A companhia.
As brincadeiras.
As esperas à porta.
A alegria quando chegávamos.
A fidelidade silenciosa de quem simplesmente queria estar perto.

Agora talvez tenha chegado uma fase em que somos nós que temos de lhe devolver um bocadinho de tudo isso.

Nos dias bons e nos menos bons.

Quando reconhecemos o Cookie de sempre e quando olhamos para ele e sentimos que alguma coisa mudou.

Quando há esperança e quando também há medo.

Foi este o compromisso que assumimos quando ele entrou na nossa vida.

Não apenas ficar enquanto fosse fácil.

F**ar quando precisasse de nós.
F**ar quando envelhecesse.
F**ar quando o ritmo dele deixasse de ser o nosso.

E talvez agora a nossa maior demonstração de amor seja precisamente esta:
não exigir que o Cookie volte a ser o cão que era.

Ajudá-lo a ser, com toda a dignidade e todo o amor, o Cookie que consegue ser hoje.

E continuar a acreditar.

Naquele passinho um pouco mais rápido.
Naquele olhar um pouco mais desperto.
Naquela caudinha que um destes dias talvez volte a abanar quando nos vir chegar. 🤍🐾

Até lá, vamos ao ritmo dele.

Porque ele caminhou connosco durante tantos anos.

Agora somos nós que caminhamos ao lado dele.

Always with a Smile🌿
Paula Violette🌷

🤍🐾

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