Vera Nascimento Alma Corpo e Mente

Vera Nascimento Alma Corpo e Mente Vera Nascimento Alma Corpo e Mente

Para mim valores como Empatia, compaixão, harmonia, amor e respeito são fundamentais no relacionamento com o meu cliente.

✨ Psicoterapeuta Transpessoal em Supervisão na Escola AlmaSoma Transpessoal
✨ Programa NeuroToque Regenerar/Terapia corporal
"O corpo como caminho para a consciência." Desde cedo como profissional de Fitness e tendo passado por inúmeros ginásios durante o meu percurso profissional notei que havia uma lacuna na maioria do trabalho feito para com o cliente. Faltava a presença e a necessidade de ir

mais além com as verdadeiras necessidades do aluno no seu todo. Ajudar o cliente a conectar o corpo com a sua mente. E na realidade só precisamos de o ouvir e quando o fazemos, entendemos também a nossa mente, as nossas tendências, padrões, diálogo interno, etc. Essa é a diferença que quero fazer como Terapeuta de exercício de corpo e alma. Não é apenas o treino, mas sim todo um trabalho interno que ajudo a que o aluno desenvolva e que foi fazendo cada vez mais sentido ser feito. Torná-los atentos ao seu corpo e mente.

É essencial evoluir, aprender, observar o que somos, sentimos, e o porquê de o fazer. Faz-nos crescer e melhorar.

É isso que quero passar aos meus alunos. Só assim faz sentido, e é o que acredito. ALINHAR A MENTE E O CORPO É FUNDAMENTAL. ​
O EQUILÍBRIO TORNA-SE CRUCIAL ​E TUDO PASSA POR ASSEGURÁ-LO.

07/09/2026

🌿 Às vezes, aquilo que acontece no presente até pode parecer pequeno… mas o que sentes é enorme.

Uma demora numa resposta.
Um tom de voz diferente.
Uma crítica.
Um afastamento.

Alguém que não corresponde ao que esperavas.

E, de repente, percebes que talvez não estejas apenas a reagir ao que está a acontecer agora.

Talvez essa situação esteja a tocar numa rejeição antiga, num medo de abandono, na sensação de não seres suficiente, na necessidade de agradar ou naquela parte de ti que aprendeu a estar sempre alerta.

Por isso, uma reação intensa nem sempre quer dizer que o presente seja assim tão ameaçador.

Às vezes, quer apenas dizer que o presente encontrou uma ferida que já lá estava.

Psicoterapia também é isto: começares a distinguir o que pertence ao agora… daquilo que a tua história ainda traz para o agora.

E quando começas a perceber essa diferença, ganhas mais liberdade para responder ao que está realmente a acontecer, sem deixar que seja sempre o passado a responder por ti.
🤍

02/09/2026

🌿 Às vezes, o que nos limita não é falta de capacidade, coragem ou força.
É uma ideia antiga sobre nós.

“Eu não consigo.”
“Não sou suficientemente boa.”
“Se eu fizer isto, vão rejeitar-me.” “Tenho de agradar para ser aceite.” “Não posso falhar.”

E o mais curioso é que muitas destas crenças não nasceram porque eram verdadeiras.

Nasceram porque, em determinado momento da nossa história, fizeram sentido.
Ajudaram-nos a adaptar, a proteger, a pertencer.

O problema é quando continuamos a viver hoje segundo conclusões que tirámos há muitos anos.

A psicoterapia pode ser esse espaço onde começamos a perguntar:
Isto ainda é verdade sobre mim… ou é apenas algo que aprendi a acreditar?

Porque conhecer a nossa história não serve para ficarmos presos a ela.

Serve para podermos escolher, cada vez mais conscientemente, quem queremos ser agora. 🤍

31/08/2026

Hoje partilho algo contigo para te fazer pensar.

É um tema sobre o qual escolho falar na primeira pessoa porque também gosto que percebas que, mesmo sendo psicoterapeuta, continuo a ser humana. Também tenho dificuldades, padrões e lugares internos que continuo a conhecer e a trabalhar.

Autoconhecimento não é chegar a um lugar onde nada nos ativa, onde colocamos limites sem desconforto ou onde deixamos de precisar dos outros.

Às vezes, o limite já conseguimos colocar.

O difícil vem depois.

É suportar que o outro fique chateado. Que não compreenda as nossas intenções. Que fique desiludido. Ou até que construa uma versão de nós com a qual não nos identificamos.

E podemos sentir uma enorme vontade de explicar mais uma vez… de corrigir… de garantir que o outro percebe que não somos “más pessoas”.

Talvez porque, algures na nossa história, tenhamos aprendido a associar ser amado a ser “bom”, corresponder ou não desiludir.

E é aqui que tenho encontrado uma reflexão muito importante:

posso expressar-me sem ter de convencer.
Posso desejar ser compreendida sem precisar de controlar a forma como o outro me vê.
Posso ser incompreendida sem me abandonar.

E talvez maturidade emocional também seja isto:

não deixar de sentir desconforto perante a rejeição, mas deixar de nos rejeitarmos a nós próprios para a evitar. 🤍

30/08/2026

🌿 Talvez não estejas perdida.

Talvez tenhas passado demasiado tempo a afastar-te de ti.

Cada vez que disseste “sim” quando querias dizer “não”.

Cada vez que ignoraste o teu cansaço.

Cada vez que diminuíste aquilo que sentias para não incomodar.

Cada vez que escolheste corresponder às expectativas dos outros em vez de escutares as tuas necessidades.

Também nos podemos abandonar assim.

A psicoterapia pode ser um espaço para começares a reconhecer estes padrões, compreender de onde vêm e aprender a relacionar-te de outra forma com as diferentes partes de ti.

Não para te transformares noutra pessoa.

Mas para voltares a ouvir-te, respeitar-te e escolher-te.

Talvez voltar a ti seja simplesmente isto:

deixares de te abandonar para conseguires pertencer. 🤍

E tu?
Em que momentos sentes que ainda te abandonas para agradar aos outros?

24/08/2026

🌿Durante muito tempo achei que curar significava deixar de sentir.

Não voltar ao mesmo medo.
Não repetir o mesmo padrão.
Não tocar novamente naquela ferida.

Hoje vejo a "cura" de outra forma.

Vejo-a como um círculo que percorremos várias vezes, mas cuja linha vai mudando de cor. Porque nós também vamos mudando enquanto o percorremos.

Às vezes regressamos aos mesmos lugares internos, sim.
Mas talvez os reconheçamos mais cedo.
Talvez já não fiquemos lá tanto tempo.
Talvez con
sigamos escolher diferente. Ou simplesmente acolher aquilo
que antes rejeitávamos.

E isso também é cura.

A psicoterapia não apaga a nossa história. Pode ajudar-nos a construir uma nova relação com ela.

Por isso, quando pensares “outra vez isto?”, experimenta perguntar:

“Estou no mesmo lugar… mas será que ainda sou a mesma pessoa?” 🌿

19/08/2026

A publicação que me inspirou dizia:

"Uma rotina com excesso de tarefas nos distancia da capacidade de perceber como estamos a sentir-nos"

Estamos tão habituados a fazer, que às vezes já nem sabemos simplesmente estar.

Preenchemos os dias, os silêncios, os intervalos.
E até quando paramos o corpo, a mente continua ligada a alguma coisa.

Mas é no espaço que começamos a perceber-nos.

O cansaço que andávamos a ignorar.
A emoção que não tivemos tempo de sentir.
Uma necessidade que ficou para trás.
Ou até aquela sensação de que alguma coisa na nossa vida já não faz sentido.

Talvez cuidar de nós também seja isto:

criar espaço suficiente para conseguirmos ouvir-nos.

Menos ruído.
Mais natureza.
Mais corpo.
Mais presença.

Não precisamos de estar sempre a fazer alguma coisa para estarmos a viver. 🌿

18/08/2026
17/08/2026

🤍Kali e a liberdade

Certa vez, uma mulher pediu a Kali que a libertasse do medo.
Kali perguntou-lhe
— Queres deixar de sentir medo… ou queres tornar-te livre?
A mulher não compreendeu.
Passara anos a tentar encontrar a calma.
Meditava.
Rezava.
Controlava as suas reações.
Engolia a sua raiva.
Dizia para si própria:
— Tenho de ser mais espiritual do que isto.
Mas sempre que a vida se tornava incerta, o seu coração acelerava.
Sempre que alguém se afastava, entrava em pânico.
Sempre que alguma coisa escapava ao seu controlo, tentava controlar ainda mais tudo o resto.
Então voltou a Kali e perguntou:
— Maa, porque é que não consigo permanecer calma quando sinto medo?
Kali olhou para ela em silêncio.
Depois perguntou-lhe:
— Porque tentas encontrar paz dentro de uma vida que sabes que não é certa para ti?
A mulher ficou em silêncio.
Tinha confundido calma com consciência.
Pensava que despertar significava nunca sentir raiva.
Nunca sentir medo.
Nunca ser emocionalmente ativada.
Nunca querer partir.
Nunca querer lutar.
Nunca se sentir sobrecarregada.
Kali disse:
— Eu não te dei consciência para que te tornasses melhor a tolerar aquilo que te destrói.
Dei-te consciência para que pudesses ver aquilo que realmente te aprisiona.
A mulher baixou os olhos.
— Então, o que devo fazer quando o medo chegar?
Kali riu-se.
— Porque estás a tentar matar o mensageiro?
O medo veio mostrar-te alguma coisa.
A raiva veio mostrar-te alguma coisa.
A tristeza veio mostrar-te alguma coisa.
Não os veneres.
Não os reprimas.
Olha.
A mulher perguntou:
— Então, o que é a liberdade?
Kali respondeu:
— Sentir tudo sem te tornares prisioneira de nada daquilo que sentes.
E, pela primeira vez, a mulher deixou de pedir a Kali que tornasse a sua vida tranquila ou que a libertasse do medo.
Kali nem sempre remove aquilo que perturba a tua paz.
Ela remove a parte de ti que continua a trair-se a si própria para preservar essa paz.
É aí que começa o despertar de Kali.

🌿 Há experiências que não sinto necessidade de explicar como certezas. Prefiro integrá-las como vivências, perguntas e c...
09/08/2026

🌿 Há experiências que não sinto necessidade de explicar como certezas.

Prefiro integrá-las como vivências, perguntas e caminhos de conhecimento.

Recentemente participei numa formação de Multiplicadores do Xamanismo Universal, uma experiência que me levou ao encontro de práticas ancestrais, da natureza, do corpo e de diferentes estados de consciência.

Durante o retiro tive contacto com o temazcal e com medicinas da floresta como o rapé, a sananga e a ayahuasca.

Partilho isto a partir de um lugar de profunda humildade.

Não porque considere que estas experiências nos tornam mais sábios, mais despertos ou mais “evoluídos”.

Quanto mais mergulho no estudo da mente e da consciência humana, mais percebo a dimensão daquilo que não sei.

Há muito que me fascinam os estados modificados de consciência e aquilo que podem revelar sobre a nossa perceção, emoções, corpo, inconsciente e forma de construir a realidade.

Já tinha explorado este universo através da psilocibina, incluindo microdosing, mas sentia há bastante tempo um enorme chamado em relação à ayahuasca.

E fui.

Não à procura de respostas mágicas ou de iluminação. Fui para conhecer, experienciar e observar — para estudar também através do corpo aquilo que tantas vezes estudamos apenas nos livros.

A experiência foi profundamente bonita, com imagens, emoções, encontros com partes minhas, momentos de enorme beleza e também espaço para olhar a sombra.

Mas talvez uma das maiores aprendizagens tenha sido esta:

a cerimónia não é o fim da viagem.

A verdadeira viagem começa quando regressamos à vida quotidiana, às relações, ao trabalho, aos nossos padrões e escolhas.

Uma experiência pode abrir uma porta.
Integrá-la na forma como vivemos é outro trabalho.

Continuo fascinada pela mente humana, pelo corpo, pela consciência e pelas diferentes formas que o ser humano encontrou para se conhecer.

E continuo no lugar que mais sentido faz para mim:

o lugar de aprendiz. 🌿

Com curiosidade, respeito e os pés na terra.

Endereço

Rua 16 De Novembro Lote 2B
Setúbal
2910-236

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