19/10/2026
“O que queres ser quando fores grande?”
Perguntam-nos isto quando ainda mal sabemos quem somos.
E, de repente, temos de escolher. Uma profissão. Um caminho. Um futuro.
Escolhemos com a pouca informação que temos sobre o mundo, sobre nós e sobre aquilo que realmente nos faz sentir vivos.
Escolhemos porque gostamos de uma disciplina, porque alguém nos disse que tínhamos jeito para determinada coisa, porque os nossos pais sonham para nós um futuro específico ou porque precisamos de dar uma resposta quando nos perguntam o que queremos ser.
E depois crescemos.
E aquela escolha, feita tão cedo, começa a transformar-se numa espécie de contrato que nunca nos lembrámos de assinar.
Estudamos. Trabalhamos. Construímos uma carreira. Vêm os filhos. E, tantas vezes, continuamos a caminhar na mesma direcção, mesmo quando algo dentro de nós já não quer ir por ali.
Continuamos porque investimos demasiado, porque não queremos desiludir ninguém, porque temos medo de começar de novo ou até porque nos ensinaram que mudar de ideias é falhar.
Mas e se a verdadeira questão nunca tivesse sido “O que queres ser quando fores grande?”
E se nos tivessem perguntado antes:
Quem és tu? O que te entusiasma? O que te faz sentir vivo? Que vida gostarias de experimentar?
Talvez crescêssemos com menos certezas sobre o que deveríamos fazer e mais liberdade para descobrir quem somos.
Não há nada de errado em escolher um caminho aos 18 anos e segui-lo até aos 60.
O problema é quando continuamos a percorrê-lo apenas porque, um dia, o escolhemos.
Não tens de passar o resto da vida a ser fiel a uma escolha que já não te representa.
Podes mudar. Podes experimentar. Podes descobrir que aquilo que querias ser quando eras criança já não tem nada a ver com a pessoa em que te tornaste.
E isso não significa que falhaste. Significa que cresceste.
Diz-me uma coisa: se hoje ninguém esperasse nada de ti, escolherias continuar exactamente onde estás? Ou há uma parte de ti que há muito tempo te pede para olhar noutra direcção?
Caminha em direção a Ti
Com amor
Diana Flor