23/06/2026
Quando a imagem compromete o rigor da informação
No artigo publicado ontem pelo Público sobre “medicina integrativa e funcional”, a opção editorial de utilizar uma imagem alusiva à eletroacupuntura suscita legítimas preocupações.
A Medicina Tradicional Chinesa e a Acupuntura não constituem o objecto central do artigo. Ainda assim, a sua representação visual acaba por estabelecer, perante o leitor comum, uma associação indirecta entre uma prática legalmente enquadrada, regulada e sujeita a requisitos próprios de formação e exercício profissional, e matérias controversas que não lhe dizem respeito.
Esta opção pode configurar uma comunicação potencialmente enganadora ou, no mínimo, susceptível de induzir o público em erro quanto à natureza, estatuto e enquadramento legal da Acupuntura e da Medicina Tradicional Chinesa em Portugal.
As imagens utilizadas em contexto jornalístico não são elementos meramente decorativos. Têm valor comunicacional, condicionam a percepção pública e devem respeitar princípios de rigor, proporcionalidade e adequação ao conteúdo noticioso.