23/05/2012
HIPNOSE
Muitos encaram a hipnose como uma ciência misteriosa, um jogo, uma experiência, um dom, uma ajuda e um cuidado.
Sim, tudo isto é verdade, mas a verdade de quem?
Todos os bons nomes da hipnose sempre fugiram a sua definição… embora possamos atingir um consenso. A hipnose é um conjunto de técnicas que imbuem o indivíduo a um estado especial de consciência. Esse estado é chamado estado hipnótico. Para a hipnose Ericksoniana todo o momento em que estamos em devaneios, com o pensamento distante do corpo, estamos em hipnose. Estamos em um estado hipnótico auto-induzido e não conduzido.
Já autores não-convencionais acreditam que o estado especial de consciência é o ápice da concentração e consciência expandida, a mente absolutamente potencializada… embora os estados sejam contraditórios, a definição não o é. A hipnose engloba ambos aspectos, assim como em nossos momentos de maior concentração estamos num estado alterado de consciência, ou seja, um estado hipnótico, também o estamos em nossos estados de devaneio, de completa desatenção a nossa volta, pois ambos são estados alterados e especiais de consciência. Embora estejamos nesse estado auto-induzido, não temos as ferramentas para curar. É aí então que entra o profissional, para induzir e conduzir este estado hipnótico de uma maneira produtiva e positiva.
Conheça as duas máximas da hipnose.
“Hipnose é Comunicação.”A hipnose comunica-se com o ser, mantém uma conversa com ele, despertando seus sentidos a fazer com que ele os perceba melhor e mais eficazmente, deixando-o tão potencializado que o faz imergir num estado alterado de consciência, uma consciência mais alargada, expandida, que engloba seu inconsciente, fazendo com que ele consiga encontrar suas respostas, ou melhor, a causa das suas dúvidas.
A outra é Toda Hipnose é Auto-Hipnose, afinal, não existe hipnose sem a permissão do hipnotizado… durante muito tempo a hipnose foi vista como um dom onde o hipnólogo detinha controle sobre o individuo devido ao seu acentuado poder de sugestão, fazendo com que indivíduos fizessem aquilo que o hipnotizador “ordenava”, o que aqueles que o assistiam não sabiam era que o que ele estava a fazer era delicadamente sugerir ao individuo hipnotizado algo que, embora incomum, fosse dar prazer ao concretizar. E foi este factor, do incomum e inesperado ser sugerido e realizado pelo hipnotizado, e portanto possivelmente engraçado, que fez com que a hipnose caísse também nas mãos dos mágicos de circo, induzindo pessoas do público a feitos cómicos invulgares, a que não se submeteriam normalmente… e isso só foi possível devido ao facto de que as pessoas, ao estarem a desfrutar de uma apresentação encontram-se relaxados, sem encontrarem ameaças na hipnose “vindo das mãos e dos olhos do mágico”, e portanto abertos a sugestões do hipnólogo, caso contrário, nenhum, absolutamente nenhum dos membros do público seria capaz de entrar neste estado especial de consciência. Durante este estado ninguém realmente perde o controle, justamente o oposto, raramente o individuo estará tão ciente de seus sentidos, seus pensamentos e seu próprio ser, onde é impossível revelar segredos que a mente não deseja revelar, nem tampouco realizar uma acção onde não há desejo de ser realizada. O ser cria, o ser cura. A hipnose resume-se a dar a oportunidade a este de ver-se capaz de faze-lo.
É o tratamento através da hipnose . A hipnoterapia tem como objectivo fazer com que nos sintamos bem connosco, com que nos tornemos pessoas mais equilibradas, mais saudáveis, e principalmente fazer-nos ser mais facilmente aquele que nós realmente somos, e ajudar-nos a descobri-lo, na verdade é mais um artificio com resultados fantásticos com o propósito de tornar a vida mais leve e feliz.
A hipnose não começou, ela sempre esteve. E desde o início dos tempos foi usada com o propósito de curar e ajudar o próximo (confira o passado da hipnose).
Com essa tipo de tratamento temos acesso mais fácil à cura de diversos males , citando: fobias, depressões, ansiedade, vícios como álcool, dr**as e tabagismo, dores crónicas “inexplicáveis”, impotência , falta auto-estima, falta de concentração, stress, traumas passados, síndrome do pânico, perfeccionismo, problemas de memória, compulsividade, obesidade, timidez ou medo de falar em público, medo, dificuldades de aprendizagem , entre muitos outros problemas que tornam a vida uma experiência ruim . Ou seja, por meio da hipnoterapia atingimos o fim de melhorar a qualidade de vida de qualquer um que o deseja, dando mais prazer e felicidade a acto de simplesmente existir. E mais intensamente, com sentido de ser.
É preciso dizer que não é a hipnose que trata de um determinado mal assinalado, mas sim que dá a possibilidade de o paciente por si mesmo o tratar, assim como a hipnose precisa de permissão, assim é a cura, o paciente tem de desejar estar bem e melhor. È, obviamente necessário a hipnose, mas no que concerne a por o paciente neste estado especial de consciência é preciso que ele assim o queira , e então este estado amplificador da consciência trará a cura em frente ao paciente, e daí esperamos que ele a agarre com força, a cura sempre esteve lá, o que a hipnose faz é por o individuo neste estado onde possui as forças necessária para que ela, a cura, não escape por entre seus os dedos… Veja: tanto a cura como o problema estão dentro de si!
A hipnose existe desde o início dos tempos. O próprio ser humano encontra-se tão preso a tudo o que lhe provoca estados especiais de consciência que poderia mesmo afirmar que a hipnose nasceu com o primeiro ser humano. Quando os curandeiros eram os chefes tribais, lidavam com plantas e com hipnose, para diagnosticar e tratar doenças e aliviar as dores. Tanto no mundo ocidental como oriental, pois com técnicas de relaxamento sabe-se com que facilidade e eficácia lidavam com a hipnose.
No início do século XVIII surgiu Franz Mesmer (1734-1815), o primeiro a transformar a hipnose em ciência. Mesmer descobriu que o ser humano era dotado de um magnetismo com qualidades curativas, tendo realizado muitas experiências em relação a estas curas, secções em grupo, contando com danças e música, onde seus pacientes entravam no chamado sono mesmeriano. Ainda hoje alguns usam a palavra mesmerismo como sinonimo para hipnose. O termo hipnose apareceu por meio de Jamies Brad no século XIX, um cirurgião oftalmologista que afirmava que todos poderiam cair num estado particular determinado utilizando-se de algumas manobras artificiais, desde que houvesse cansaço visual e cerebral, utilizando-se de repetições de palavras, método ainda hoje utilizado pela hipnose clássica, em pouco tempo Jamies Brad iria se arrepender da nomenclatura, o termo Hipnose provém de Hypnos, Deus grego do sono, e quando pode observar que o estado em que se encontravam seus pacientes não era semelhante ao sono, mas sim de grande imersão inconsciente e grande nível de concentração.
A hipnose é muito mais antiga, embora já estudada e de aprendizado cobiçado, todos com o efeito de cura, já a 7.000 anos atrás na Mesopotâmia tinha este efeito, assim como no antigo Egipto, e no inicio da era cristã São Cosme e Damião curam por meio do sono de incubação
Durante a 2ª Grande Guerra ela foi exaustivamente estudada e utilizada para aliviar as dores dos combatentes, e logo após para que os soldados se restabelecerem dos traumas. Foi nesta época que surgiu Milton Erickson, revolucionando a Hipnose complementando-a e a utilizando e pesquisando exaustivamente, foi adepto da hipnose clássica até as décadas de 60 e 70, onde então de seus estudos surge a Hipnose Ericksoniana, onde punha um contacto estreito e directo com o inconsciente do paciente, um homem de grande inteligência e sensibilidade para as nuances e necessidades da hipnose, tornou-se um marco e paragem obrigatória para qualquer um que queira conhecer o mundo da hipnose.
Hoje a hipnose encontra-se muito bem estruturada, contando com excelentes profissionais em todas as partes do globo, espera-nos agora continuar a ver o que será da hipnose de amanhã.