21/02/2026
Difícil arranjar palavras pra quem era mestre nelas.
Difícil achar uma música pra quem sempre tinha uma na manga, pra cada ocasião.
Ele nunca caberia em meia dúzia de fotos.
Há 3 dias meu amor, meu amigo, meu querido irmão West morreu. E ainda é difícil pôr essas palavras uma do lado da outra.
Passam as horas, os bares fecham, as pessoas vão pra casa, e de repente querem que eu viva uma vida sem ele. Como viver uma vida sem ele?
Na terça-feira pré-carnaval trocamos tantas declarações de amor lá na . Falamos da vontade de f**ar velhinhos juntos. Não foi dessa vez.
Mas que sorte a minha receber essa enxurrada de amor enquanto estavas aqui. Teu amor não me deixava dúvidas e muitas vezes foi o combustível necessário pra eu continuar.
Obrigada por pedir aquela foto comigo e com na terça-feira de carnaval. Obrigada pela declaração tão linda, feita sem alarde. Você sempre foi generoso e certeiro.
Obrigada por ter ido comigo àquele último show do . Agora eu entendo por que eu comecei a chorar em “cidade grande”, do nada.
Obrigada por me deixar me despedir.
Mesmo com oceanos e anos nos separando, eu sabia: nossas almas tinham se encontrado num lugar do tempo e do espaço de onde não se volta. Nosso vínculo era inabalável.
Vou sentir falta dos teus abraços, das nossas mãos dadas, da tua sagacidade, do nosso humor alinhado, da tua escuta atenta e do teu “amiiigaaa”.
F**a tua obra. Mas f**a, principalmente, o amor que tu plantou em todos nós.
Vá em paz, meu amor.
Obrigada por todas as vidas que vivemos juntos. Até uma próxima.
Por aqui, vamos nos ajeitando. Te celebrando, te honrando e te amando, até o nosso reencontro.
“O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.”