18/10/2026
Hoje é o Dia do Médico, e em vez de celebrar os diplomas na parede ou os anos de plantão, eu quis parar aqui para fazer uma reflexão com você.
Há 20 anos, quando escolhi a medicina, eu sabia que queria curar doenças. Mas com o tempo, o consultório me mostrou que existia um grupo de pessoas que a medicina tradicional muitas vezes deixava de lado: a mulher que passa dos 40 anos.
Quase todos os dias eu recebo no consultório ou aqui no perfil mulheres incríveis, batalhadoras, que chegam exaustas, com o corpo mudando, a balança subindo do nada e o sono destruído. E a resposta que a maioria ouviu por aí foi: “Isso é da idade”, “É coisa da sua cabeça” ou “É só fechar a boca”.
Minha maior missão como médica não é apenas prescrever um remédio ou uma fórmula de gaveta. É olhar nos olhos de cada uma de vocês e dizer: O seu corpo não está quebrado. Você não está ficando louca. E você não precisa aceitar viver sem energia.
Cuidar da saúde da mulher na menopausa e perimenopausa é devolver a dignidade, a autoestima e o controle da própria vida para quem passou a vida inteira cuidando dos outros (dos filhos, do marido, do trabalho) e agora precisa cuidar de si mesma.
Ser médica, para mim, é ser essa ponte de volta para a sua melhor versão.
Obrigada a cada uma de vocês que confia no meu trabalho, que me acompanha diariamente e que me permite exercer a medicina que eu acredito: humana, integrativa e acolhedora. 🌸
Feliz Dia do Médico a todos os meus colegas que também escolheram o caminho do cuidado real.