28/10/2026
19 anos separam essas duas fotos. 🥹❤️
Na primeira, uma menina de apenas 15 anos, disputando sua primeira competição internacional: o Mundial de Jovens, na China. Cheia de sonhos, sem imaginar tudo o que o esporte ainda lhe proporcionaria.
Hoje, aos 34 anos, olho para trás e vejo que construí muito mais do que uma carreira. Construí uma história, um legado e me tornei uma referência no esporte paralímpico. 🏊♀️🇧🇷
Foram grandes competições, 8 medalhas parapan-americanas, incluindo 3 ouros em Toronto 2015, um bronze no Mundial Absoluto de Manchester 2023, uma Paralimpíada no currículo, recordes brasileiros e 17 anos invicta como recordista brasileira dos 400 metros livre.
Mas nenhuma medalha conta, sozinha, tudo o que vivi nesses 19 anos.
Foram escolhas, renúncias, lágrimas, vitórias, derrotas e muitos momentos em que precisei me reinventar. O alto rendimento exige muito de nós, mas também nos ensina coisas que levamos para a vida inteira.
Hoje, olhando para aquela menina de 15 anos, tenho a certeza de que cada esforço e cada abdicação valeram a pena.
Obrigada, esporte paralímpico, por ter me ensinado a ganhar, a perder, a recomeçar e, acima de tudo, por ter me transformado na mulher que sou hoje.
De um lado, a Camille de 15 anos, que sonhava. Do outro, a Camille de 34, que realizou sonhos que aquela menina nem sabia que eram possíveis. ❤️
E que orgulho eu tenho das duas! 🥹✨