31/10/2026
Já pensou que a história da nossa profissão passa pela história das "bruxas"?
Durante séculos, mulheres que conheciam plantas medicinais, preparavam unguentos, faziam partos e dominavam práticas de cura foram vistas com desconfiança. Enquanto o conhecimento médico era restrito às universidades, que não aceitavam mulheres, elas transmitiam seus saberes pela experiência e pela tradição.
Muitas eram viúvas, solteiras, idosas ou mulheres que possuíam bens e não se submetiam aos caprichos masculinos.
O caldeirão era utilizado no preparo de decocções, unguentos e outras preparações medicinais.
O gato, associado a seus familiares, eram importantes aliados no controle de roedores e pragas.
A vassoura, além de instrumento de limpeza, entrou no imaginário das bruxas. Uma das hipóteses para sua associação ao voo envolve antigos unguentos preparados com plantas de efeitos alucinógenos. Elas sabiam que o uso oral era muito tóxico, então usavam por via transmucosa (com o cabo da vassoura como aplicador).
Entre elas, a beladona (antiespasmódica, controle de náuseas, de secreções e da bradicardia, broncodilatadora) e a erva-moura (anti-inflamatória, analgésica, sedativa e dermatológica).
Hoje, as mulheres são a maioria na profissão farmacêutica. Estudamos ciências biológicas, humanas, exatas (e energéticas!? As PICS).
Talvez exista uma conexão simbólica entre a figura da farmacêutica e aquelas mulheres que buscavam acolher e curar quem chegasse pedindo ajuda! Somos a única profissão da saúde que tem as plantas medicinais como conteúdo obrigatório da grade curricular... somos aquelas que estão em cada farmácia de bairro, pertinho da população.
A história nem sempre reconheceu o valor dessas mulheres, mas nós seguimos estudando, pesquisando, acolhendo. Transformando conhecimento em cuidado... matéria prima bruta em alívio e conforto!
E você, já tinha pensado nessa relação entre as antigas curandeiras e a profissão farmacêutica? Comente aqui!